Um drone aquático de baixo custo, desenvolvido com materiais reaproveitados por estudantes da Escola Técnica Estadual (Etec) Profª Ermelinda Giannini Teixeira, localizada em Santana de Parnaíba, na Região Metropolitana da Capital, está ajudando a monitorar a água do Rio Tietê e de córregos da região. Equipada com sensores digitais de turbidez, temperatura, umidade do ar, pH e GPS, a tecnologia une ciência, robótica e sustentabilidade para enfrentar os desafios socioambientais.
Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), o projeto dispõe de uma abordagem interdisciplinar e promove o engajamento estudantil por meio de metodologias ativas, como a Aprendizagem Baseada em Projetos e Problemas. Batizada de Loca (Lixo, ODS, Consumo e Água), a iniciativa é responsável por monitorar cerca de 12 quilômetros do Rio Tietê e córregos em Cajamar e Santana de Parnaíba. A ação vem beneficiando ecossistemas ribeirinhos ao identificar focos de poluição com o drone aquático e os sensores digitais.
A proposta incentiva também o plantio de espécies nativas da mata ciliar, promovendo a restauração dos ecossistemas aquáticos e terrestres. A ação já demonstra resultados, como um sinal de reequilíbrio ambiental com o retorno de espécies da fauna local, como o tapiti, coelho nativo brasileiro ameaçado de extinção. Em referência a essa espécie, o design do drone apresenta “orelhinhas”, destacando o compromisso do projeto com a valorização da biodiversidade. A mobilização extrapolou os muros da escola, envolvendo ativamente outras Etecs, poder público, organizações sociais e moradores da região.
O projeto foi idealizado pela professora Elaine Cristina Oliveira Amorim Teixeira e conta com o suporte do professor Rafael Oliveira, membro da equipe da Robótica Paula Souza. Elaine explica que o drone aquático surgiu com o objetivo de estimular uma reflexão sobre cidadania e respeito ao meio ambiente. “O projeto promove a interação com a política local e, principalmente, engaja os estudantes e a comunidade em defesa da natureza”, destaca.
A iniciativa conquistou reconhecimento nacional ao ser selecionada entre os 89 finalistas da terceira edição da Olimpíada Brasileira de Restauração de Ecossistemas – Restaura Natureza, promovida pelo WWF-Brasil em parceria com a associação Quero na Escola. O resultado final será divulgado em agosto. Além disso, a proposta já havia se destacado no Prêmio Criativos Escola + Natureza da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) e no Fórum Brasil de Gestão Ambiental.
“Participar do projeto foi um divisor de águas para mim. Cresci como estudante, como cidadã e como alguém que entende que pequenas ações podem gerar grandes mudanças”, afirma Rute Gomes, aluna do Ensino Médio Integrado ao Técnico em Marketing da Etec Santana de Parnaíba. Gustavo Peixoto, aluno do Ensino Médio Integrado ao Técnico em Logística da Etec Gino Rezaghi, de Cajamar, destaca o impacto da experiência: “São anos de aprendizado, aprimoramento de conhecimentos e muito estudo, algo que não teria encontrado em qualquer lugar”.

São Paulo Metrô amplia horário da Linha 17-Ouro a partir desta quarta-feira (30)
São Paulo Cursos de capacitação na Grande São Paulo oferecem 1,1 mil vagas; sabia como participar
São Paulo Eleições: saiba como eleitores surdos podem acessar suporte em Libras no dia da votação em SP
São Paulo Museu da Imagem e do Som abre inscrições nesta quarta (30) para o projeto ‘São Paulo em Curtas 2026 – MIS em Cena’
São Paulo 145 vagas no Detran-SP: saiba mais sobre o concurso público
São Paulo Saiba como ter acesso ao e-SMS que permite pessoas surdas acionarem serviços de emergência por mensagem de texto Mín. 22° Máx. 38°
Mín. 22° Máx. 40°
ChuvaMín. 22° Máx. 28°
Chuvas esparsas