Em pronunciamento na terça-feira (26), o senador Marcos Rogério (PL-RO) criticou o governo brasileiro por não reconhecer oficialmente oHamas como “terrorista” ao se referir ao grupo islâmico. Para ele, o governo também não condenou os ataques realizados pelo grupo a Israel.
— Depois do ataque que matou, inicialmente, centenas de pessoas, os países começaram a se manifestar, identificando o acontecimento por aquilo que, de fato, é: terrorismo! Mas o Brasil, infelizmente, ficou tergiversando e não classificou, o Hamas como organização terrorista. Mas não é só isso. Brasileiros estavam entre as vítimas dessa chacina. As cariocas Karla e Bruna, além do gaúcho Ranani, foram mortos enquanto se divertiam. Não há confirmações oficiais, mas é possível que também haja brasileiros aprisionados pelo Hamas, que tenham sido sequestrados — disse.
O senador lembrou igualmente que o governo considera os invasores do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF) como “terroristas”, o que, segundo ele, representa uma inversão de valores por parte do Executivo. O parlamentar observou que o mesmo governo do PT, que classifica o que ocorreu em 8 de janeiro em Brasília como terrorismo, se recusa-se a classificar o Hamas como um grupo “terrorista”, mesmo após os ataques que resultaram na morte de mais de 1,2 mil pessoas, em sua maioria civis, em Israel.
— Para o Governo do PT, quem invadiu aqui, Congresso, Palácio do Planalto e STF, e praticou quebra-quebra, sem nenhum tiro, nenhuma morte, é terrorista, é golpista. Mas o Hamas, que matou, sequestrou, bombardeou inocentes, não é terrorismo, não é terrorismo, é luta por direitos. Lamento mais uma vez, a postura do governo brasileiro de não se posicionar com clareza, condenando o que aconteceu em Israel que, inclusive, vitimou brasileiros que lá estavam — concluiu.
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