Deputados da oposição criticaram uma "perseguição judicial" contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que decidiu se licenciar do mandato e morar nos Estados Unidos. Já parlamentares do governo disseram que não há perseguição contra ele.
Eduardo Bolsonaro, o terceiro deputado mais votado em São Paulo nas últimas eleições com mais de 700 mil votos, anunciou nesta terça-feira (18) que vai se licenciar do mandato parlamentar para morar nos Estados Unidos, onde está desde o final de fevereiro.
Durante o anúncio, ele fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que conduz o inquérito que investiga seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.
Logo após o anúncio, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou o pedido do PT para apreender o passaporte de Eduardo Bolsonaro. O partido havia ingressado com a ação, alegando que ele usa suas viagens internacionais para instigar políticos americanos contra o Supremo.

Apoio
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da [[g Minoria]], disse que Eduardo Bolsonaro tomou uma decisão difícil e dolorosa, mas necessária, de permanecer nos Estados Unidos. "Para seguir na sua luta, na denúncia contra a ditadura! Minha total admiração e respeito por Eduardo Bolsonaro!"
O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) afirmou que Eduardo Bolsonaro está exilado nos Estados Unidos com medo de ser preso e de ser perseguido. Segundo o deputado Mauricio Marcon (Pode-RS), a decisão de Eduardo Bolsonaro foi "um gesto de amor ao País" que poucos fariam.

Críticas
Para o deputado Paulão (PT-AL), a decisão de Eduardo Bolsonaro demonstrou falta de solidariedade com seu pai. "Ele, como bom filho, poderia estar aqui prestando solidariedade a ele. Ele correu e pediu uma licença de 4 meses. Que liderança é essa?", questionou.
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) afirmou que Eduardo Bolsonaro não pode se colocar como perseguido no Brasil. "O Brasil não persegue ninguém, mas também não será leniente ou omisso com traidores."
O deputado Ivan Valente (Psol-SP) classificou como mentira a justificativa de Eduardo Bolsonaro para ficar nos Estados Unidos, alegando que poderia ser torturado no Brasil. "O que ele quer é atacar o Supremo e desmoralizar as instituições brasileiras", afirmou.
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