O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), pediu ao colegiado a prisão do economista Rubens Oliveira Costa, que depõe nesta segunda-feira (22).
— Esta CPMI não vai ser o local para a impunidade, se ele é laranja pouco me importa. Derrubando uma laranja podre, a gente termina alcançando o bicho que está apodrecendo as laranjas. Este cidadão participou de crimes gravíssimos contra aposentados e pensionistas, continua na impunidade, continua praticando crimes e se encontrando com outros investigados (...) para evitar a fuga e a prática de novos crimes e pelo flagrante do crime de ocultação documental diante de uma investigação em curso, peço a decretação da prisão preventiva — disse o relator.
Para o relator, o depoente pode ser preso em flagrante, por “visível ocultação documental”, pelo presidente da CPMI, o senador Carlos Viana (Podemos-MG). Viana disse que o requerimento do relator deve ser votado ainda na reunião de hoje e que o pedido de prisão preventiva será direcionado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Quanto à possibilidade de prisão em flagrante, Viana disse que decidirá até o final do depoimento.
— Mentir ou omitir na CPMI pode ocasionar prisão em flagrante — advertiu Viana.
Na avaliação de Gaspar, “a organização criminosa continua livre para agir em outras frentes”. Ele listou várias empresas para as quais o depoente trabalhou em parceria com Antônio Carlos Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS, e que movimentaram milhões de reais de maneira atípica em 2023 e 2024.
O requerimento do relator foi apoiado por parlamentares, como o senador Sérgio Moro (União-PR).
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