O projeto Queijos Finos, desenvolvido pelo Biopark de Toledo – e que colocou o nome do Paraná em uma premiação mundial do produto – vai ser replicado a novos produtores paranaenses em parceria com o Governo do Estado. A parceria foi confirmada nesta quarta-feira (12), durante a visita do governador Carlos Massa Ratinho Junior ao estande digital do Biopark no Show Rural Coopavel, em Cascavel.
Um das especialidades de queijo produzida no âmbito do projeto é o Passionata, que foi considerado um dos melhores queijos do mundo e o melhor da América Latina, ficando em nono lugar no World Cheese Awards 2024. A competição aconteceu em novembro do ano passado, em Portugal, e avaliou 4.786 queijos de 47 países. Esta foi a primeira vez que um queijo brasileiro alcançou esse patamar em nível internacional.
“É de uma relevância muito grande ter um queijo brasileiro, produzido no Paraná, entre os 14 melhores do mundo”, disse Ratinho Junior. “O que queremos agora, junto com o Biopark, é fazer com que a produção de queijos finos, que tem um alto valor agregado, possa ser replicada aos produtores rurais que já têm uma produção queijeira. Isso ajuda a desenvolver o Estado, amplia a indústria de transformação de alimentos e leva uma renda maior ao agricultor”.
O projeto do Biopark existe há cinco anos e é realizado em parceria com o Biopark Educação, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Sebrae/PR e Sistema Faep/Senar. Ele foi criado com a intenção de melhorar o valor agregado do leite para pequenos e médios produtores. Atualmente, 23 pequenos e médios produtores de leite fazem parte do projeto no Oeste do Estado, produzindo 26 especialidades de queijos finos.
Agora, em parceria com a Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, a ideia é expandir essa iniciativa a outros produtores de queijos do Estado, segundo maior polo leiteiro do País.
“Estamos agora com uma parceria com o Governo do Estado em que estamos cedendo 20 cursos, ao longo de dois anos, para turmas de produtores paranaenses. Os queijeiros selecionados virão até o parque tecnológico para fazer esse treinamento conosco”, explicou Kennedy Bortoli, pesquisador de queijos do Biopark.
O projeto Queijos Finos leva inovação ao preparo do produto. A qualidade do leite é analisada no laboratório do parque e, conforme as características encontradas no leite, são sugeridas de três a quatro tecnologias de fabricação de queijos que foram previamente desenvolvidas no laboratório com leite com características semelhantes. O produtor, então, escolhe a que mais se identifica para iniciar a produção.
“Inovação está no nosso DNA. Sempre trabalhamos muito arduamente com pesquisa, tecnologia e inovação. Essa premiação é muito importante porque demonstra que, quando nos empenhamos em produzir com excelência, conseguimos muito rapidamente colher excelentes resultados”, afirmou o presidente do Biopark, Victor Donaduzzi.
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