Um grupo conhecido na cidade de Porto Velho por dezenas de escândalos de corrupção e que foi responsável pelo sepultamento político do ex-prefeito Roberto Sobrinho (PT) tenta voltar ao poder apoiando o candidato Léo Moraes neste segundo turno. Uma das figurinhas carimbadas pela polícia é o lobista Silvio Jorge, que ganhou centenas de reais de modo ilícito na gestão petista. Hoje, ele é visto na cidade adesivando carros para o candidato do Podemos.
Em 2013, conforme relatam os jornais da época, inclusive os nacionais, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) descobriu uma organização criminosa instalada na Prefeitura de Porto Velho. Silvio Jorge e outros comparsas foram presos na Operação Luminus, pois ele e seu grupo simulavam prestação de serviços de construção civil, urbanismo e aluguel de veículos para a Empresa de Desenvolvimento Urbano – Emdur. O montante desviado pela quadrilha de Silvio junto com os petistas da época foi em torno de R$ 27 milhões. A prisão dos envolvidos aconteceu graças ao depoimento do delator Wilson Gomes Lopes, ex-dirigente da estatal. Silvio voltou as manchetes nesta campanha quando supostamente tentou extorquir dinheiro da coligação de Mariana Carvalho para poder apoia-la. Sua esposa, Raimunda Lucia da Silva Teixeira, é esposa de Silvio Jorge, e presidente do DC.
Acusados de desvios também embarcam no trem
Mas não é apenas Silvio Jorge o único reforço de Léo Moraes. Uma das primeiras vozes a declarar apoio foi o petista Sid Orleans. Ex-vereador, ele está inelegível porque, segundo a Procuradoria Eleitoral, na qualidade de ex-secretário de Roberto Sobrinho, teve suas contas reprovadas, pois causou dano ao Erário relativo ao convênio 091/PGM/07.
Veja o que diz o acordão do Tribunal de Contas de Rondônia sobre a conduta do petista apoiador de Léo Moraes: “
Restou configurado dano ao Erário decorrente de pagamento de despesas sem a regular liquidação, ante a não comprovação dos serviços realizados, o que impõe a determinação para restituir o valor pago indevidamente aos cofres Municipais. 2. Além da irregularidade que evidencia dano ao Erário contata-se, também, grave infração a norma legal, o que enseja a imputação de multa aos agentes responsáveis. 3. Julgamento irregular, com imposição de débito e multa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, que tratam de análise da legalidade da execução do Contrato 091/PGM/2007, celebrado entre o Município de Porto Velho, por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde, com a interveniência da Secretaria Municipal de Obras e a empresa Peres Construções & Comércio LTDA-ME, tendo como objeto a execução de reformas do prédio do almoxarifado e da vigilância sanitária, e construção do sistema de lavagem para atender o SAMU, convertido em tomada de contas especial em cumprimento à decisão 80/2014-1ª Câmara, como tudo dos autos consta”.
Convênios fraudulentos
O atual vice-presidente estadual do PT, Edson Silveira, é outro vibrante apoiador de Léo Moraes. Edson foi secretário de Obras do ex-prefeito Roberto Sobrinho e ganhou um presentão do ex-chefe ao garantir um convênio para sua extinta escola particular, Mojuca. Segundo a 1ª Vara da Fazenda Pública, o convênio sequer poderia ter sido levado a efeito, tendo em vista a forte ligação entre Edson Silveira, o PT, e por conseguinte, o ex-prefeito. Ambos foram condenados por improbidade administrativa. Edson e a ex-secretária Epifânia Barbosa só não amargaram 8 anos de prisão, - ambos foram condenados pelo Tribunal de Justiça em ação criminal, em razão de erros processuais suscitados no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Mas o crime ocorreu.
Conforme o processo, em abril de 2005 a Secretaria Municipal de Educação – Semed formalizou convênio de R$ 322,6 mil para contratação de 303 bolsas de estudo para atender a comunidade carente. Em 2006, novo convênio foi fechado, desta vez no valor de R$ 479,2 mil. A acusação é de que houve direcionamento para a entidade Centro Educacional Mojuca. Os ditos alunos carentes nunca foram beneficiados. Outra ilegalidade consistiu no recebimento de recursos referentes a alunos transferidos e desistentes, sendo que não consta nenhuma comprovação da devolução do dinheiro recebido indevidamente. Só para refrescar a memória do leitor: a ex-deputada Epifânia Barbosa foi envolvida nas acusações da Operação Termópilas. Epifânia recebido dinheiro em espécie.
Petistas históricos também embarcam no trem de Léo Moraes
O dito coligado com povo cedeu a sedução de petistas históricos de Porto Velho. A legenda é repugnada pela população que sequer elegeu um candidato a vereador, mas alguns dirigentes querem voltar ao poder, exatamente como fizeram na gestão do ex-prefeito Roberto Sobrinho. Nas redes sociais, Itamar Ferreira, advogado de sindicatos, ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores, vibra com os posts de Léo Moraes e declara voto aberto. Itamar é defensor de corruptos colegas seus. Nega que houve mensalão no Governo Lula e a roubalheira na Petrobrás.
Ernandes Segismundo, outro advogado, deixou de ser eleitor para tornar-se escrevinhador de artigos, onde libera sua verborragia contra o prefeito Hildon Chaves, cuja marca é de não ter processos de corrupção em sua gestão. Segismundo é petista histórico, apoiador de Lula e outros petistas conhecidos como “porcada magra”, sedentos por dinheiro público.
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