Terça, 22 de Setembro de 2026
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Política ELEIÇÕES

Educação do ensino básico ao emprego: plano de Marcos Rogério detalha 25 propostas para escolas, professores, tecnologia e formação profissional

Eixo apresentado por Marcos Rogério e Delegado Rodrigo Camargo, da Coligação Juntos por Rondônia, combina alfabetização, ensino integral, cursos técnicos, internet, robótica, inteligência artificial, inclusão, saúde mental, alimentação e cooperação estadual para ampliar creches

13/08/2026 11h28
Por: Redação Fonte: Redação
Divulgação
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Uma escola pode ter sala, professor e aluno e, ainda assim, não entregar aprendizagem. É dessa diferença que parte o segundo eixo. Em 2025, Rondônia registrou Ideb de 6,1 nos anos iniciais do ensino fundamental, 4,8 nos anos finais e 4,2 no ensino médio, contra médias nacionais de 6,3, 5,3 e 4,5.

No Plano de Governo registrado na Justiça Eleitoral, Marcos Rogério e o candidato a vice-governador, o deputado estadual Delegado Rodrigo Camargo, da Coligação Juntos por Rondônia, apresentam 25 propostas para Educação e Inovação. A escola é tratada como espaço de aprendizagem, inclusão, proteção social, tecnologia, preparação para o ensino superior e aproximação com o mundo do trabalho.

Escola Renovada

A porta de entrada prevista é o Escola Renovada. Nos primeiros 100 dias, o plano prevê um diagnóstico público das unidades estaduais e intervenções consideradas emergenciais.

Cada escola deverá entrar em um Mapa de Criticidade, reunindo informações sobre estrutura, acessibilidade, climatização, internet, segurança, saneamento, condições pedagógicas e administrativas.

O diagnóstico deverá resultar em planos de manutenção, pequenas reformas, regularização de prédios e obras estruturais, permitindo também organizar recursos estaduais, federais e emendas.

Um novo Plano Estadual de Educação

O próximo Plano Estadual de Educação é apresentado como um planejamento de longo prazo, e não apenas uma relação de intenções.

O novo PEE deverá ser construído de forma participativa, com metas, indicadores, financiamento e compatibilidade com a capacidade fiscal do Estado.

Entre as prioridades aparecem valorização dos professores, modernização física das escolas, melhoria da aprendizagem, expansão da educação profissional e aproximação dos itinerários formativos com as vocações econômicas de cada região.

Alfabetização e aprendizagem medidas continuamente

O Alfabetiza Rondônia deverá ser transformado em política estadual permanente, inclusive por legislação específica.

A ação prevê colaboração com os municípios, formação de professores, distribuição de materiais didáticos e literários e acompanhamento constante dos resultados de alfabetização.

Já o Avalia Rondônia pretende fortalecer o Sistema de Avaliação Educacional de Rondônia. Os dados deverão identificar exatamente onde estão as lacunas de aprendizagem e orientar reforço intensivo, com atenção especial a língua portuguesa e matemática.

Tempo integral com conteúdo prático

O Rondônia em Tempo Integral prevê ampliar progressivamente a jornada escolar, começando por territórios com maior evasão, vulnerabilidade e defasagem de aprendizagem.

Além das disciplinas regulares, o modelo deverá incorporar programação, robótica, educação financeira, empreendedorismo e atividades ligadas ao desenvolvimento integral.

Alimentação, bem-estar, infraestrutura, formação cidadã e relação da escola com a comunidade entram no mesmo desenho.

Trilhas de acordo com cada região

As Trilhas Vocacionais procuram aproximar a escola da realidade econômica local.

A trilha AgroTech inclui pecuária de precisão, drones, irrigação, genética, manejo rotacionado e cooperativismo rural.

A de Bioeconomia aborda bioprocessos, bioativos, crédito de carbono e manejo florestal sustentável.

Logística e Indústria envolvem áreas como logística portuária, eletrotécnica, energia solar e gestão cooperativa.

A proposta é evitar que a mesma formação profissional seja simplesmente repetida em todo o Estado sem observar quais atividades existem ou têm potencial em cada microrregião.

Preparação depois do ensino médio

O Escola, Profissão e Futuro prevê orientação acadêmica e profissional dentro do ensino médio.

Estão previstos cursos gratuitos de preparação para Enem, vestibulares e concursos, além de educação financeira, empreendedorismo, orientação vocacional, acesso a bolsas e apoio à transição para universidade, curso técnico ou mercado de trabalho.

Para quem deixou a escola, a proposta EJA Saber que Transforma Vidas pretende combinar escolarização de jovens, adultos e idosos com qualificação profissional.

O atendimento poderá ser presencial ou semipresencial, utilizando tecnologia e polos pedagógicos adaptados à realidade de cada território.

Escolas compartilhadas entre Estado e municípios

A chamada Escola Híbrida prevê uso compartilhado do mesmo prédio.

Pela proposta, a rede municipal poderia utilizar a estrutura pela manhã para educação infantil e anos iniciais; no período seguinte, a rede estadual atenderia anos finais e ensino médio; e à noite haveria espaço para formação técnica e profissional.

Os primeiros locais mencionados são Morar Melhor, Orgulho do Madeira e Cristal da Calama, em Porto Velho.

Professor no lugar certo e carreira estruturada

O eixo também trata diretamente de pessoal.

A política de Provimento e Concursos Regionalizados prevê convocar aprovados em concursos válidos, realizar novos certames organizados por região e diminuir gradualmente a dependência de contratos emergenciais.

O modelo considera exigência de permanência mínima, cadastro de reserva e incentivos para localidades onde há maior dificuldade de preencher vagas.

O Mestre de Excelência, por sua vez, liga valorização a titulação, formação continuada, certificação, prática profissional e permanência na rede.

O plano cita estudos para adicionais ligados à formação e estabelece programas de mentoria e aperfeiçoamento, com atenção especial a alfabetização, matemática, português, educação especial e profissionais que trabalham em regiões vulneráveis.

ITEC e escola de formação

Outra proposta é o Instituto de Tecnologia e Formação Aplicada de Rondônia, o ITEC/RO.

A estrutura é projetada para funcionar no antigo prédio da Escola Castelo Branco e deverá atender estudantes, egressos, trabalhadores e profissionais da educação com cursos de tecnologia, inovação e formação avançada vinculados às necessidades econômicas do Estado.

Em paralelo, o plano propõe que a EFORGE funcione como centro estadual de formação continuada, inovação pedagógica, tecnologia e gestão escolar.

A sede ficaria em Porto Velho, com atuação também regional, virtual e híbrida. A instituição deverá produzir materiais, testar metodologias, trabalhar certificações de competências e oferecer formação em alfabetização, anos finais, ensino médio, educação profissional e inclusão.

Ensino médio que entrega uma profissão

O Ensino Médio que Profissionaliza pretende ampliar a formação técnica dentro da própria trajetória escolar.

Uma escola móvel deverá atender inicialmente Machadinho d’Oeste, São Francisco do Guaporé, Buritis, Presidente Médici, Cerejeiras e Nova Mamoré.

O cardápio de cursos citado no plano inclui piscicultura, açougue, panificação e confeitaria, operação e manutenção de máquinas agrícolas, imagem pessoal, informática, mecânica de motocicletas e formação de auxiliar de enfermagem, entre outras áreas.

Internet para todas as escolas

O Escola Digital e-Digital Rondônia estabelece como meta levar internet de alta velocidade à rede estadual.

Onde a fibra não chegar, entram conexões alternativas, inclusive satélite.

O projeto envolve equipamentos atualizados, wi-fi de uso pedagógico, manutenção e monitoramento, com prioridade para escolas indígenas, quilombolas, rurais, ribeirinhas e de localidades remotas.

Robótica, programação e inteligência artificial

Educação Tecnológica e Robótica é outra frente. O plano propõe uma rede estadual reunindo escolas, universidades e setor produtivo, com implantação gradual de laboratórios e polos.

Robótica, programação, inteligência artificial, cultura maker e internet das coisas fazem parte do conteúdo.

O Radar da Aprendizagem RO servirá para juntar dados de desempenho, frequência e evasão em uma mesma plataforma, integrando também informações administrativas e financeiras.

Já o Educa IA Rondônia deverá estabelecer regras para o uso responsável da inteligência artificial na educação, tanto para apoiar tarefas pedagógicas e administrativas quanto para desenvolver competências digitais nos estudantes.

Obra escolar com nome, prazo e responsável

O plano cria ainda o programa Obras Escolares com Prazo e Responsável.

Cada obra deverá ter projeto, fonte de dinheiro, cronograma e responsável identificado. O sistema incluirá gestão patrimonial, planejamento anual, fiscalização tecnológica e manutenção preventiva.

Estão previstas reformas nas escolas Castelo Branco, Getúlio Vargas e Anísio Teixeira, em Porto Velho.

Em Cacoal, prevê concluir adequações de prevenção contra incêndio em unidades como Ceeja, Paulo Freire, Celso Ferreira da Cunha, Carlos Drummond de Andrade, Frei Caneca e Bernardo Guimarães.

Inclusão dentro da sala comum

A política de Inclusão, Participação e Aprendizagem começa pela avaliação individual da necessidade de cada aluno.

Estão previstos profissional de apoio quando necessário, Plano Educacional Individualizado, tecnologia assistiva e maior integração entre sala regular e Atendimento Educacional Especializado.

A política inclui ainda estudantes com altas habilidades, preparação para a vida adulta e inclusão produtiva.

Saúde emocional entra no currículo da gestão

O programa SER — Socioemocional, Empatia e Respeito — é proposto como uma frente de saúde mental e melhoria do ambiente escolar.

A proposta abrange prevenção ao bullying, mediação de conflitos, identificação precoce de sofrimento emocional, encaminhamento à saúde e à assistência social e atuação diante de automutilação, ansiedade, depressão, preconceito, problemas relacionados a jogos e apostas, evasão e violência.

Também estão previstas práticas restaurativas, participação das famílias, protagonismo estudantil e disciplina positiva.

Olhos, segurança e alimentação

O Ver para Aprender deverá oferecer triagem oftalmológica, consulta especializada, exames, diagnóstico, tratamento e óculos quando necessários.

O Escola Protegida trata da segurança física. O plano prevê protocolos, controle proporcional de acesso, câmeras nas áreas comuns, reconhecimento facial, catracas, botão de emergência, articulação com a Polícia Militar e ações contra recrutamento de adolescentes pelo crime.

O uso das tecnologias deverá observar proteção de dados e direitos dos estudantes.

Na alimentação escolar, o NUTRE/Mais Nutrição pretende complementar recursos e ampliar a compra de produtos da agricultura familiar local.

Também está previsto um cartão de alimentação durante as férias para famílias vulneráveis, vinculado a critérios escolares definidos no programa, entre eles frequência e disciplina.

Creches com participação estadual

A 25ª proposta é o Infância Plena.

A proposta prevê que o Governo do Estado participe da construção de creches e entregue a gestão aos municípios. O piloto começaria em Porto Velho e poderia ser ampliado voluntariamente.

O Estado também poderá transferir recursos a prefeituras interessadas em ampliar ou modernizar suas unidades, mediante metas de qualidade e atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade.

Da creche à porta da universidade, do curso técnico ou do primeiro emprego, o segundo eixo tenta costurar etapas que costumam ser tratadas em separado: aprender, permanecer na escola e sair dela com uma profissão na mão.

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