Terça, 22 de Setembro de 2026
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Política ELEIÇÕES

“Coronel de gabinete não conhece o cheiro da pólvora”, dispara Bruno Bolsonaro Scheid ao cobrar valorização de policiais das ruas

Candidato ao Senado pelo PL critica oficiais que, segundo ele, construíram a carreira distantes do enfrentamento direto à criminalidade e defende maior reconhecimento a soldados, cabos, sargentos e demais policiais que atuam diariamente na linha de frente

11/08/2026 08h42
Por: Redação Fonte: Redação
Divulgação
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O candidato ao Senado pelo Partido Liberal (PL), Bruno Bolsonaro Scheid, elevou o tom ao abordar a segurança pública e a realidade dos policiais que enfrentam diariamente a criminalidade nas ruas.  Scheid criticou oficiais de alta patente que, em sua avaliação, chegaram ao topo da carreira sem experiência suficiente no comando operacional ou no enfrentamento direto ao crime.

“Coronel de patente não pode ser chamado de coronel de tropa. Aquele que nunca comandou um batalhão, que não sentiu nas ruas o cheiro da pólvora, que não enfrentou como praça operações cara a cara, que sempre esteve dentro de um gabinete, trancado no ar-condicionado, não pode ser chamado de coronel efetivo” , declarou.

Bruno Bolsonaro Scheid estabeleceu uma diferença entre o que classificou como “coronel de patente” e “coronel de rua”, argumentando que o exercício de funções de comando deve estar acompanhado de experiência prática na atividade policial.

“Para mim, é coronel de patente, não é coronel de rua” , afirmou. O candidato também direcionou sua manifestação aos policiais que estão nos níveis operacionais das corporações e que enfrentam situações de risco diariamente.

“Não pode ser colocado no mesmo patamar do cabo, do soldado, do sargento, do sub[tenente], do cara que está na rua pronto para enfrentar a facção, os faccionados, aqueles que estão atacando a sociedade”, disse.

Para Scheid, a experiência adquirida nas ruas precisa ter maior peso na estrutura das forças de segurança. Ele relacionou ainda sua crítica aos problemas enfrentados atualmente pelo estado. “É por isso que Rondônia vive o que vive hoje”, afirmou.

O candidato manteve o tom duro e voltou a questionar a distância entre determinados postos de comando e a realidade encontrada pelos policiais nas ruas. “Coronel de gabinete não conhece o cheiro da pólvora. Patente sem calo na mão e sem poeira de rua não comanda tropa de verdade”, escreveu.

Bruno Bolsonaro Scheid também argumentou que existe uma diferença entre a experiência administrativa e aquela acumulada por policiais expostos diretamente a ocorrências e confrontos. “Existe uma diferença brutal entre quem conquistou a patente assinando papel em mesa climatizada e quem colocou a vida em risco na linha de frente”, acrescentou.

Com a manifestação, Bruno Bolsonaro Scheid coloca a valorização dos profissionais que atuam diretamente nas ruas entre os temas de seu discurso sobre segurança pública e defende que experiência operacional, comando de tropa e conhecimento da realidade enfrentada pelos policiais tenham maior reconhecimento dentro das corporações. 

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