Terça, 22 de Setembro de 2026
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Cidades SAÚDE

Protocolo de Manchester organiza 3,6 mil atendimentos de urgência no Hospital Regional de Guajará-Mirim

Classificação por risco prioriza casos graves e fortalece a segurança no atendimento de urgência.

06/08/2026 14h23
Por: Redação Fonte: Redação
Frank Néry
Frank Néry

O Hospital Regional de Guajará-Mirim (HRGM) Dr. Júlio Pérez Antelo classificou 3.609 pacientes por risco de urgência entre março e dezembro de 2025, no primeiro ano de funcionamento da unidade. Os dados apresentados no Relatório de Indicadores de Desempenho e Qualidade, divulgado pela Mediall Brasil, empresa responsável pela gestão hospitalar, refletem a adoção do Protocolo de Manchester, método internacional que organiza o atendimento de urgência por níveis de prioridade e garante que os pacientes em estado grave sejam atendidos primeiro, independentemente da ordem de chegada.

Na prática, o protocolo divide os pacientes em cinco níveis de gravidade. Dos atendimentos realizados, 466 foram classificados na cor vermelha e receberam atendimento imediato, em casos como infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e traumas graves. Outros 125 pacientes foram enquadrados na classificação laranja, com atendimento em até dez minutos. A maior parte, 2.259 pacientes, recebeu a classificação amarela, com tempo de espera de até uma hora. Também foram registrados 730 pacientes na classificação verde, com atendimento em até duas horas, e 29 na classificação azul, destinada aos casos de menor urgência, com espera de até quatro horas.

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A classificação de risco permite organizar o fluxo da emergência de acordo com a gravidade clínica de cada paciente. Antes da definição da prioridade, profissionais capacitados avaliam sinais vitais, sintomas e condições clínicas na entrada da unidade. O procedimento contribui para que pacientes em estado crítico recebam atendimento imediato, enquanto os casos de menor complexidade aguardam conforme o grau de urgência.

Como funciona?

A adoção do Protocolo de Manchester torna o atendimento de urgência mais organizado e estabelece tempos de espera compatíveis com a condição clínica de cada paciente. O modelo prioriza os casos mais graves, contribui para um fluxo assistencial mais eficiente e reduz o risco de atrasos no atendimento de situações críticas.

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Segurança do paciente

De acordo com Teresa Cristina Salustiano da Costa Melgar, gestora da Qualidade e presidente do Núcleo de Segurança do Paciente, a segurança do paciente faz parte da rotina do Hospital Regional de Guajará-Mirim e começa no primeiro contato com o usuário, desde a identificação correta na recepção até a rastreabilidade dos medicamentos na farmácia hospitalar.

"Reforçamos uma rotina que faz parte do nosso hospital: a segurança do paciente. A primeira meta internacional começa na recepção, com a identificação correta do paciente. Na farmácia hospitalar, todos os medicamentos são devidamente identificados, reforçando o compromisso com a segurança do paciente e a rastreabilidade de todos os produtos. Também reafirmamos o compromisso da equipe para que cada etapa do cuidado seja conduzida com atenção e responsabilidade", afirmou a gestora.

Sobre o Hospital Regional de Guajará-Mirim

Inaugurado em 8 de março de 2025, o Hospital Regional de Guajará-Mirim Dr. Júlio Pérez Antelo possui 4.674 metros quadrados de área construída e integra a rede do Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade atende a Regional de Saúde Pérola do Mamoré, municípios vizinhos e pacientes provenientes de cidades da faixa de fronteira, incluindo a Bolívia. O hospital dispõe de sete poltronas para terapia renal substitutiva e dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto, oferecendo suporte aos pacientes que necessitam de cuidados intensivos.

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