O Rio Grande do Sul está avançando na implementação da rastreabilidade individual de bovinos para fortalecer a competitividade da pecuária gaúcha. O tema foi apresentado pelo governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), durante painel da XXI Jornada NESPro & II Congresso de Criadores, na terça-feira (24/6), no Barra Shopping Sul, em Porto Alegre.
Na mesa-redonda “A rastreabilidade como indutora de oportunidades para a pecuária”, o titular da Seapi, Márcio Madalena, destacou que consumidores e mercados internacionais exigem cada vez mais informações sobre a origem dos alimentos, além de garantias sanitárias e ambientais. Segundo ele, a rastreabilidade reúne esses elementos e representa um novo patamar na gestão dos rebanhos.
A temática teve como base as diretrizes do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, em dezembro de 2024. O programa prevê a identificação individual dos animais em todo o país de forma gradual, com integração dos sistemas de informação e conclusão do processo até dezembro de 2032. A medida deverá reforçar a certificação sanitária e a comprovação da origem dos animais.

Rio Grande do Sul na liderança
O Rio Grande do Sul vem se preparando para a implantação da rastreabilidade há vários anos. Entre as ações já realizadas estão a adoção da rastreabilidade individual na cadeia leiteira desde 2017, a inclusão do tema entre os projetos estratégicos do Estado em 2023, a criação de um grupo de trabalho na Seapi em 2024 e missões técnicas para conhecer o sistema uruguaio de identificação animal. O Estado também iniciou projetos de identificação individual de bovinos em propriedades públicas.
Atualmente, a cadeia leiteira já conta com cerca de 1,2 mil de animais identificados individualmente. Em 2025, o governo do Estado lançou um projeto-piloto de rastreabilidade para bovinos de corte, que está sendo testado em mais de 30 propriedades rurais. “Buscamos ser o primeiro Estado da federação a concluir a implantação de um sistema de rastreabilidade individual de bovinos”, afirmou o secretário.
Para Madalena, a rastreabilidade deve ser vista como uma oportunidade para os produtores e para o setor agropecuário gaúcho. Entre os principais benefícios estão o aumento da competitividade, a valorização da proteína animal e a ampliação do acesso a mercados mais exigentes.
Também participaram da mesa-redonda o gerente executivo de compra de gado da Região Sul da Minerva Foods, Taulni Francisco Santos da Rosa; o diretor comercial da Radar Certificação, Fabrício Karaim; e a médica veterinária Fernanda Costabeber.
Texto: Elstor Hanzen/Ascom Seapi
Edição: Secom
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