O Governo do Estado se prepara para lançar a Chamada Pública Eletrônica nº 1/2026 do Programa Compra Direta Paraná, do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan), ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O novo edital dará continuidade à garantia de compra de cooperativas e produtores da agricultura familiar para o fornecimento de alimentos de qualidade diretamente a pessoas em situação de vulnerabilidade.
Implementado em 2020, o Compra Direta completa seis anos de execução neste ano e se consolida como uma estratégia de referência no estímulo à produção de alimentos, geração de renda no campo e acesso à alimentação saudável para populações vulneráveis. Essa política pública garante o escoamento da produção de agricultores locais com preços justos, atendendo cozinhas comunitárias, restaurantes populares, hospitais filantrópicos e toda a rede socioassistencial paranaense.
No balanço de 2025, os 188 contratos firmados com cooperativas e associações da agricultura familiar totalizaram R$ 77 milhões investidos em todas as regiões do Paraná. Foram entregues 9 milhões de toneladas de alimentos frescos – incluindo itens como ovos, pães, sucos, arroz, feijão, frutas, legumes, hortaliças e produtos orgânicos – nos 399 municípios do Estado, beneficiando diretamente 400 mil famílias em situação de vulnerabilidade.
O impacto positivo e a gestão ganharam projeção nacional em dezembro de 2025, quando o programa foi destaque na 1ª edição do Prêmio Brasil Sem Fome, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O Compra Direta Paraná foi o vencedor na categoria Boas Práticas de Combate à Fome e Promoção da Segurança Alimentar.
“Não é a toa que fomos destaque. Ao priorizar a compra de alimentos frescos e saudáveis, o programa contribui para a melhoria da alimentação da população mais vulnerável”, ressalta o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza.
A chefe do Desan, Márcia Cristina Stolarski, diz que a política assegura um mercado mais estável e previsível, estimulando a produção de alimentos saudáveis e nutritivos. Também fortalece circuitos produtivos justos e sustentáveis, gerando impacto em ambas as pontas da cadeia.
“É um papel duplamente relevante. Para os agricultores familiares, gera renda no campo, promove o desenvolvimento rural sustentável e melhora significativamente a qualidade de vida. Para a população em situação de vulnerabilidade social, contribui diretamente para a melhoria da saúde, do bem-estar e valoriza a cultura alimentar de cada região”, explica.
NOVA ETAPA- A nova chamada pública eletrônica do programa, prevista para esse ano, está estruturada em dois pilares principais: a distribuição dos alimentos em grupos e o uso de um sistema eletrônico que integra todas as etapas do processo. A plataforma permite desde o cadastro do projeto de venda até o controle de execução dos contratos, passando pelo registro dos agricultores, propostas dos grupos, classificação dos produtos, habilitação dos fornecedores e, após a assinatura dos contratos, o acompanhamento da entrega dos alimentos.
A iniciativa visa fortalecer o cooperativismo e a agricultura sustentável, além de passar por ajustes no sistema eletrônico para aprimorar os critérios de seleção dos fornecedores e alinhar o estímulo ao cultivo e à diversificação de alimentos no Estado.
De acordo com a coordenadora estadual do programa, Angelita Avi Pugliesi, as datas oficiais e demais informações serão divulgadas em breve no site da Seab e pelos escritórios regionais da secretaria. “Esperamos mais uma boa adesão para este início de mais o ciclo de compras governamentais”.
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