O produtor rural e pré-candidato ao Senado pelo PL, Bruno Bolsonaro Scheid, voltou a se posicionar de forma contundente sobre os conflitos fundiários em Rondônia. Em vídeo publicado no Instagram, ele criticou duramente as invasões de propriedades rurais, classificou as ocupações como atos criminosos e afirmou que parte dessas ações tem como objetivo a comercialização irregular de terras.
Ao comentar um caso envolvendo uma área rural ocupada por diferentes famílias ao longo do tempo, Scheid disse que esse fenômeno ocorre porque os invasores não permanecem nas propriedades, mas utilizam os terrenos como instrumento de negociação. “Eu vou te responder o que acontece nas invasões. Por que tem outras famílias lá em cima hoje? Porque invasor invade terra para vender. É bandido” , declarou.
Durante a gravação, o produtor também direcionou críticas à Liga dos Camponeses Pobres (LCP), organização que, segundo ele, esteve envolvida em invasões de propriedades rurais e em episódios de violência no estado. “A LCP que invadiu a fazenda do Augusto foi a mesma que fez meu cárcere privado, porta fuzil em Rondônia. Isso é movimento social? Isso é facção criminosa” , afirmou.
Bruno Bolsonaro Scheid ainda argumentou que, se as ocupações realmente tivessem como finalidade garantir terra para famílias sem propriedade, os conflitos fundiários já teriam sido solucionados há muito tempo. Para ele, a permanência das invasões demonstra a existência de interesses que vão além da reivindicação por acesso à terra.
Ao mesmo tempo em que criticou as ocupações, o produtor fez questão de diferenciar invasão de propriedade da política de reforma agrária. Segundo ele, a distribuição de terras para famílias que necessitam deve ocorrer dentro dos mecanismos legais previstos pela legislação brasileira. “Eu vou defender reforma agrária séria. Quem de fato precisa de terra, o governo federal faça a reforma agrária. Faça a aquisição da área e assente quem precisa do pedaço de terra” , disse.
A publicação foi acompanhada da legenda: “Chega de romantizar invasão. Quem invade área para negociar lote, lucrar e criar conflito não está ajudando ninguém”.
Na mensagem, Scheid reforça a defesa da segurança jurídica no campo e sustenta que a atuação do Estado deve separar aqueles que buscam uma oportunidade legítima de acesso à terra daqueles que, segundo ele, se aproveitam da ilegalidade para obter vantagens. “Quem precisa de terra merece reforma agrária. Quem lucra com a ilegalidade merece a força da lei” , escreveu.
A manifestação reforça uma das principais bandeiras defendidas pelo produtor rural: o combate às invasões de propriedades e a implementação de políticas fundiárias que garantam segurança jurídica aos produtores, sem abrir mão do atendimento às famílias que dependem da reforma agrária para conquistar acesso à terra.
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