Fotos: Pablo Gomes/Epagri
Referência nacional em pesquisas voltadas à viticultura, a Estação Experimental da Epagri em Videira , no Meio-Oeste, está desenvolvendo técnicas e ferramentas de pulverização associadas ao uso de drones. A empresa adquiriu um equipamento que começou a ser utilizado no segundo semestre do ano passado, atendendo a uma demanda do setor de fruticultura de clima temperado na região.
O drone está sendo testado em culturas como pêssego, ameixa, nectarina e também na viticultura. Os voos são realizados na própria área experimental da Epagri em propriedades particulares. O objetivo é validar ações de pesquisa para entender como fazer pulverizações com drones em fruticultura. Os pesquisadores trabalham com parceiros para definir critérios como altura de voo, vazão e mistura de produtos para facilitar a vida dos produtores que precisam de alternativas de pulverização.
“O foco é saber qual a melhor forma de usar o equipamento no dia a dia para os pomares. O drone entra como uma alternativa, e as pesquisas estão sendo feitas para tentar otimizar esta técnica que já é uma realidade no Brasil e Santa Catarina, mas que precisa de ajustes. Por isso, a Epagri está se propondo, junto a demais parceiros, a refinar esta tecnologia para que seja usada com segurança por todos os agricultores e fruticultores de Santa Catarina”, diz o engenheiro-agrônomo André Luiz Kulkamp de Souza, gerente da Estação Experimental de Videira.
O drone de Videira é apenas mais um que a Epagri utiliza na pesquisa. Na Estação Experimental de Lages, a instituição desenvolve o projeto “Pasto remoto” . A proposta é utilizar sensoriamento remoto para a predição precisa de biomassa e altura de pastagens. Com mais de 70% de confiabilidade, o método auxilia o produtor, reduz a necessidade de mão de obra e presença in loco e representa um avanço científico na agricultura de precisão.

Além dos benefícios econômicos, a otimização do manejo de pastagens tem impactos ambientais positivos, contribuindo para um uso mais eficiente dos recursos naturais, além da redução das emissões de gases de efeito estufa e de metano entérico, gás produzido durante a digestão e liberado pelo arroto em animais ruminantes, como bovinos e ovinos.
Por Pablo Gomes, jornalista bolsista Epagri/Fapesc
Informações para a imprensa
Isabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri
(48) 3665-5407/99161-6596
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