A prestação de serviços de saúde por meio da empresa Uni SOS, contratada pela Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau), começa a entrar no radar de órgãos de controle diante de denúncias graves envolvendo condições de trabalho e possível irregularidade contratual de colaboradores.
Informações obtidas pelo JH Notícias apontam que há profissionais atuando sem registro formal, o que levanta preocupação sobre vínculos trabalhistas irregulares e insegurança jurídica tanto para os trabalhadores quanto para a própria administração pública. A situação, além de fragilizar direitos básicos, pode configurar descumprimento de normas legais e contratuais.
Um episódio ocorrido nesta quinta-feira, na unidade de Cacoal, agravou ainda mais o cenário. De acordo com relatos, parte da equipe não compareceu ao serviço, o que teria paralisado a operação por horas e impactado diretamente o atendimento à população. O caso expõe um possível colapso na organização da prestação de serviços.
Outro ponto que chama atenção é a denúncia de condições insalubres de trabalho. Profissionais relatam ausência de locais adequados para descanso, o que contraria normas básicas de saúde ocupacional e levanta questionamentos sobre a fiscalização do contrato.
Diante da gravidade dos fatos, cresce a pressão para que órgãos como o Ministério Público, Tribunal de Contas, Tribunal do Trabalho e demais entidades de fiscalização apurem a situação com rigor. A prestação de serviços na área da saúde exige não apenas eficiência, mas também respeito às leis trabalhistas e à dignidade dos profissionais envolvidos.
Além disso, há relatos de demora excessiva no transporte de pacientes entre unidades, o que tem agravado a superlotação das chamadas salas vermelhas. Segundo as denúncias, pacientes já liberados para transferência permanecem por longos períodos aguardando remoção, impedindo a liberação de leitos para novos casos graves. A situação acende um alerta ainda maior, pois o atraso na rotatividade de pacientes em áreas críticas pode comprometer diretamente o atendimento de emergências e colocar vidas em risco.
A reportagem deixa o espaço aberto para manifestação da empresa Uni SOS e da Sesau para esclarecimentos.
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