O enfrentamento ao feminicídio no Brasil ganhou uma nova iniciativa institucional com a criação do Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio, acordo que reúne Executivo, Legislativo e Judiciário para ampliar ações de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização de agressores. A iniciativa foi formalizada em 4 de fevereiro de 2026, em Brasília, com a assinatura do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin.
O pacto estabelece cooperação entre os três Poderes para fortalecer políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra mulheres, em um contexto de crescimento dos processos relacionados ao crime no país.
O acordo prevê atuação coordenada entre Executivo, Legislativo e Judiciário, respeitando as competências de cada Poder, com o objetivo de ampliar políticas de prevenção da violência de gênero e fortalecer mecanismos de responsabilização.
Entre as diretrizes previstas estão:
Entre os compromissos está o acompanhamento das políticas implementadas e a publicação de relatórios anuais sobre a efetividade das ações. O documento também prevê compartilhamento de informações entre instituições públicas e uso de indicadores para aprimorar as estratégias de proteção às mulheres.
Outra medida é o fortalecimento da rede de atendimento a mulheres em situação de violência, com integração entre os serviços públicos desde a denúncia até o acompanhamento das medidas protetivas.
Dados sobre feminicídio no Brasil
O lançamento do pacto ocorre em um cenário de crescimento dos processos relacionados ao crime. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que a Justiça brasileira julgou cerca de 15.453 casos de feminicídio em 2025, média de 42 processos por dia — aumento de 17% em relação ao ano anterior.
Um levantamento divulgado pelo Conecta SC aponta que, nos últimos cinco anos, os registros passaram de 4.210 casos em 2020 para 12.012 em 2025.
Campanhas e mobilização social
Além das ações institucionais, o pacto prevê campanhas educativas e mobilização social. Entre as iniciativas está a plataforma digital todosportodas.br, que reúne informações sobre tipos de violência, canais de denúncia e políticas públicas de proteção às mulheres.
A estratégia busca ampliar a conscientização e estimular o engajamento de instituições públicas, empresas e organizações da sociedade civil no enfrentamento à violência de gênero no país.
Sociedade Tecnologia indica êxito de municípios de MG no Siconfi
Sociedade 79% das PMEs não definiram migração no Simples, aponta Omie
Sociedade TaxHall aposta em IA para acelerar créditos tributários
Sociedade Agentes de IA ampliam desafio de controle de acessos
Sociedade Empresas enfrentam riscos com agentes de IA invisíveis
Sociedade Nova regra da CNH permite aulas com instrutor autônomo Mín. 21° Máx. 38°
Mín. 24° Máx. 40°
Tempo nubladoMín. 25° Máx. 45°
Chuvas esparsas