A olericultura paranaense demonstra força com a cultura da abóbora, que em 2025 movimentou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 106,5 milhões no Estado. Segundo o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana, a cultura está presente em 330 dos 399 municípios paranaenses, totalizando uma colheita de 50,7 mil toneladas em uma área de 2,8 mil hectares. A região de Curitiba lidera a produção, respondendo por 33,9% dos indicadores estaduais, seguida por Jacarezinho (12,6%) e União da Vitória (9,5%). No atacado da Ceasa de Curitiba, o quilo da abóbora seca é cotado a R$ 2,50, valor 25% superior ao registrado em março de 2025.
Para o agrônomo do Deral, Paulo Andrade, a cultura da abóbora está distribuída em todo Paraná, representando uma força na pequena e média atividade rural, e contribui para a diversificação das atividades do campo. “É um produto que tem apresentado uma relativa estabilidade de preços, dando a possibilidade de, nesse processo de diversificação da propriedade, ofertar um produto que tem diversos usos, inclusive na culinária”.
Na agricultura de grãos, a primeira safra de milho 2025/26 avança com a colheita atingindo 54% da área total de 341 mil hectares. O ciclo atual apresenta uma expansão de 21,5% na área plantada em comparação à safra anterior, com o Sudoeste paranaense registrando um salto expressivo de 55,1% no cultivo. Já o trigo reforça seu papel industrial com uma capacidade de moagem de 4 milhões de toneladas, tendo utilizado 87% desse potencial em 2024 para suprir a alta demanda interna.
PROTEÍNAS- O setor de proteína animal também apresenta movimentações relevantes, com a suinocultura brasileira fechando 2025 com recordes históricos de produção (5,598 milhões de toneladas) e exportação. Em contrapartida, o setor lácteo no Paraná enfrenta retração nos preços. O litro pago ao produtor teve um valor médio de R$ 2,11 em fevereiro. No âmbito da pesca, o destaque é a normalização das atividades para espécies nativas no estado após o encerramento do período de defeso (Piracema), o que ocorreu no último dia 28 de fevereiro.
MEL- O Paraná assumiu a liderança nacional nas exportações de mel “in natura” no primeiro mês de 2026, gerando uma receita de US$ 1,608 milhão. O setor de apicultura busca uma retomada após a derrubada das tarifas recíprocas de 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos, que haviam paralisado entrepostos por meses. Atualmente, os produtos brasileiros enfrentam uma taxa global de 15%, o que devolve competitividade ao mel paranaense frente ao cenário anterior de "tarifaço".
Conforme o boletim, as projeções para o decorrer do ano de 2026 permanecem otimistas para o agronegócio estadual, com expectativa de novos recordes na produção de carnes e continuidade no plantio da segunda safra de milho, que já atinge 62% da área estimada. O cenário é de ajuste estratégico, onde o Paraná compensa a perda de área em algumas culturas de inverno, como o trigo, com o fortalecimento de seu parque moageiro e a consolidação de mercados de nicho e hortifrutigranjeiros de alta capilaridade.
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