O que deveria ser o marco inicial de uma operação milionária de transporte de pacientes em Rondônia transformou-se, na madrugada do dia 1º de março, em um imbróglio jurídico, ou seja, questionamentos sobre a legalidade do procedimento e política com repercussão nacional. Uma decisão liminar da 2ª Vara da Fazenda e Saúde Pública de Porto Velho barrou o início das atividades da empresa UNI SOS Emergências Médicas Ltda, através do contrato N.º 167/2026, minutos antes de o contrato entrar em vigor, através de Mandado de Segurança.
O acordo, firmado com o governo do Estado, prevê o repasse de R$ 46,7 milhões anuais para o serviço de transporte pré-hospitalar via da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). O caso ganhou contornos de escândalo político após a análise do quadro societário da empresa vencedora. Documentos de consulta pública apontam como sócio-administrador da UNI SOS o empresário Evaldo Calil Pereira Jardim, identificado como irmão do deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), veterano no cenário político, conhecido no Palácio do Congresso Nacional em Brasília, com histórico de mais de 20 anos na política.
Embora a relação familiar não seja o objeto central da ação judicial no momento, o vínculo levanta suspeitas de nepotismo cruzado e conflito de interesses, dada a magnitude do contrato com o poder público na área da saúde. A suspensão foi determinada pela juíza Juliana Paula Silva da Costa durante o plantão judicial, no último sábado (28), atendendo a um mandado de segurança impetrado pela concorrente, REM (Rondônia Emergências Médicas Ltda).
De acordo com a magistrada, no processo 7010097-40.2026.8.22.0001, há indícios consistentes de que a UNI SOS não cumpriu exigências básicas do edital, entre as quais: dúvidas se a empresa possui estrutura física real para atender a demanda; divergências entre o que foi apresentado no papel e a capacidade técnica comprovada e enquadramento tributário.
"Permitir o início de um contrato sobre o qual pesam fundados indícios de nulidade em sua origem significaria consolidar um fato consumado, com mobilização de centenas de profissionais, dezenas de veículos e a realização de pagamentos com recursos públicos, o que dificultaria sobremaneira o eventual restabelecimento do status quo ante [o estado em que as coisas estavam antes]", destacou a juíza em sua decisão.
Próximos passos
O processo entra agora na fase de manifestações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), do Ministério Público de Rondônia (MPRO) e da empresa contratada. A apuração passa a se concentrar em dois eixos: a real capacidade técnica da empresa para atuar em serviços que impactam diretamente a vida dos pacientes e a regularidade legal e ética da contratação.
Saúde Rio confirma caso de raiva em cão que teve contato com morcego
Saúde Anvisa manda apreender medicamento falsificado para câncer de mama
Saúde Santo André, no ABC Paulista, começa a vacinar bebês contra o sarampo
SAÚDE Hildon afirma que gestão caótica da saúde fez mortalidade materno-infantil disparar
Saúde São Paulo já soma 7 casos de sarampo neste ano
Saúde Cacique Raoni tem hemorragia digestiva, mas quadro é estável Mín. 21° Máx. 38°
Mín. 24° Máx. 40°
Tempo nubladoMín. 25° Máx. 45°
Chuvas esparsas