A atuação do Paraná no enfrentamento ao greening, que afeta a citricultura, e na prevenção à Influenza Aviária foi destaque no 2º Seminário Nacional sobre Insumos Agropecuários (Senagri), realizado nesta semana em Belém (PA). Representada pelo diretor-presidente Otamir Cesar Martins e pelos chefes de departamentos, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) compartilhou com os demais estados as estratégias adotadas para proteger a produção agropecuária paranaense.
O seminário é promovido pela Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária (SBDA), com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e dos órgãos estaduais de defesa do País.
Durante a abertura, Otamir destacou o protagonismo do Paraná na defesa agropecuária nacional, com ações efetivas de combate ao greening e às zoonoses. “A sanidade vegetal e animal são pilares para mantermos o status sanitário do Paraná e a confiança do mercado nacional e internacional nos produtos paranaenses. As pessoas não compram só produtos, elas compram sanidade agropecuária”, afirmou.
COMBATE AO GREENING– A experiência do Estado no combate ao greening, também conhecido como HLB, foi detalhada no Encontro Nacional de Sanidade Vegetal (Ensave), que integrou a programação. A doença é considerada a mais severa que atinge os citros no mundo. Segundo Paulo Brandão, chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Adapar, o diferencial do Paraná está na união entre poder público, municípios e setor produtivo.
Entre as ações mencionadas, estão a Operação Big Citros, que atuou na redução da incidência da doença no Norte, Noroeste e Norte Pioneiro. “O Paraná uniu esforços com os municípios e a iniciativa privada, o que foi nosso diferencial para manter a qualidade nos pomares”, reforçou Brandão.
Mesmo sob decreto de emergência fitossanitária desde dezembro de 2023, a citricultura do Paraná segue como destaque. De acordo com o Valor Bruto da Produção (VBP) de 2023, os principais citros — laranja, tangerina e limão — foram cultivados em 29,3 mil hectares, com a laranja liderando (20,8 mil ha), seguida da tangerina (7,1 mil ha) e do limão (1,3 mil ha).
INFLUENZA– O chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, conduziu a palestra sobre a Influenza Aviária, abordando os impactos econômicos e os desafios sanitários que a doença representa para a avicultura comercial.
Entre os riscos apresentados, estão a mortalidade de aves, perdas produtivas, restrições ao comércio internacional e os altos custos com ações de controle e erradicação. Rafael também destacou os principais desafios enfrentados, como a vigilância epidemiológica, o reforço da biosseguridade nas granjas e a resposta rápida diante de possíveis focos.
“O principal caminho é a prevenção. É essencial a integração entre os setores público e privado e o cumprimento rigoroso das normas sanitárias para proteger a cadeia produtiva e garantir a permanência do Brasil entre os maiores exportadores de carne de frango do mundo”, afirmou.
Desde 2023, o Paraná vem intensificando as ações preventivas contra a doença. No Litoral, a Adapar reforçou o monitoramento de aves migratórias — principais vetores do vírus — para prevenir a entrada da zoonose em granjas comerciais. Também foram promovidas palestras técnicas, orientações em campo e ações direcionadas à biosseguridade.
“Temos ampliado o número de palestras, reforçado a comunicação com o setor produtivo e intensificado as orientações para fortalecer a biossegurança das nossas granjas”, complementou o chefe do departamento.
O Paraná lidera a produção e exportação de carne de frango no país, sendo responsável por cerca de 34% da produção nacional. Em 2024, 40% das exportações brasileiras da proteína tiveram origem no Estado, o que reforça a importância do status sanitário paranaense para a economia e para a confiança internacional nos produtos de origem animal.
SEMINÁRIO– O Senagri é um evento técnico de abrangência nacional, promovido pela Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária (SBDA), com apoio oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e dos órgãos estaduais de defesa agropecuária. Realizado a cada dois anos, o seminário reúne representantes dos serviços de fiscalização federal e estadual para debater, de forma integrada, ferramentas e procedimentos voltados ao controle e regulamentação de insumos agrícolas e pecuários no Brasil.
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