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Agronegócio Brasil

Brasil pode superar em 2023 a Índia em produção de grãos

Estudo destaca a importância da produção de grãos do Brasil para o mundo.

28/09/2022 20h49
Por: Redação Fonte: Assessoria
Brasil pode superar em 2023 a Índia em produção de grãos

Dados oficiais da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) indicam que, nos últimos anos, o país se manteve como o quarto maior produtor mundial de grãos e o segundo exportador. Porém, quando o assunto é soja, o Brasil é o maior produtor e exportador, ocupando 50% do comércio mundial. Café e açúcar batem discos de produção. E o grande desafio é aumentar a produção de trigo, milho, cevada e pescado.

O Brasil continua na quarta posição na produção mundial de grãos (arroz, cevada, milho, soja e trigo). 

Estudo recente realizado pela Embrapa, O Agro no Brasil e no Mundo, edição 2022 , indica que o país atingiu uma produção de 250 milhões de toneladas em 2021. Estados Unidos e China são os grandes líderes, seguidos da Índia e Brasil. Porém, em 2023, a previsão é de o Brasil superar a Índia e se tornar o terceiro produtor mundial.

Os dados foram obtidos a partir da plataforma  FAOSTAT , da  Organização das Unidas para a Alimentação e a Agricultura  (FAO) para o período de 2000 a Nações 2020, com estimativas para 202 são 1. Os autores do estudo o físico e analista em Ciência de Dados Adalberto Aragão e o pesquisador Elísio Contini, com apoio técnico da analista Giani Tavares, da Rede de Observatórios da Embrapa.

Quando o assunto, de acordo com as projeções é soja, o país segue na liderança, respondendo por mais de um terço da produção mundial. Foram 131 milhões de toneladas de volumes. “Tanto a produção como exportações de soja altamente especializadas, Estados Unidos e Argentina”, explica o Elísio Contini.

Na produção de milho, o Brasil consolida-se como o terceiro grande produtor de toneladas, com 105 milhões de toneladas em 2021, atrás apenas dos Estados Unidos e China. Nas exportações, o país somou 39 milhões de toneladas, com um faturamento de 5,9 bilhões de dólares, um pouco abaixo do ano de 2020, quando as exportações nacionais somaram 6 bilhões de dólares e 38 milhões de toneladas exportadas.

Alimento no mundo, principalmente para países com grandes populações na Ásia, o Brasil não teve aumento expressivos na produção de arroz, nas últimas décadas. E segue ocupando a 9ª posição mundial. Do montante produzido, quase a totalidade foi destinado ao consumo interno, somente seguiram para a exportação. Os grandes líderes mundiais em exportação de arroz são e Tailândia, com 50% do mercado internacional.

Grão produzido primordialmente em regiões subtropicais e temperadas, com destaque para Rússia, França, Alemanha e Austrália, a produção de cevada no Brasil ainda é baixa e o país ocupa a 46ª posição mundial. O Brasil194 milhões de dólares, em 210 bilhões de dólares, entre 210 bilhões de dólares, entre 2021 e 2021 a grande dependência das cevada utilizada na fabricação da cerveja brasileira”, ressalta Adalberto Aragão.

País segue comprando trigo com estratégia de redução das despesas, mas para os próximos anos

Apesar de o Brasil ter aumentado sua produção de trigo nos últimos anos, sua posição relativa não se alterou, tendo sido o 23º maior produtor mundial e importante importador. A estratégia é menor a dependência externa deste produto básico, para os próximos anos. Os maiores produtores internacionais de trigo são historicamente China, Índia, Rússia e EUA, com 46,4%. Esse panorama de concentração manteve-se em 2021 com 49,2%.

País é o maior exportador de carne bovina, mas fatura menos que Austrália e Estados Unidos em dólares

Em 2021, o Brasil ocupa o posto de exportador de carne bovina, com 15,3%, ou seja, 2,5 milhões de toneladas, com tendência de aumento em sua participação.

Como grandes exportadores, seguiram Austrália (11%) e EUA (9,4%) com tendência de queda. Porém, em termos de valores, o país exportou 7,7 bilhões de dólares de carne bovina em 2021 e 120 bilhões nas duas últimas décadas. Apesar de ter sido o maior exportador em termos de volume, o Brasil ocupa apenas a terceira colocação em valor exportado em dólares.

Austrália e Estados Unidos lideram essas questões com mais de 13% cada. Para Elísio Contini, trata-se de países que agregam maior valor ao comércio da carne bovina. “Há um desafio relacionado à agregação de valor na exportação de carne bovina por parte do Brasil. É obter avanços importantes na cadeia produtiva, em todos os elos, desde a pesquisa, aspectos sanitários até o processamento final”, segundo Contini.

Maior rebanho bovino do mundo está no Brasil

O Brasil segue sendo o país com o maior rebanho do mundo, representando 4,2% do total com 218 milhões de cabeças, seguidos pela Índia com 193 milhões de cabeças. Em relação internacional à produção de carne bovina, o país foi o segundo maior produtor com 10 milhões de toneladas, equivalente a 14,9% do total do mercado. A posição relativa do Brasil, nos últimos 22 anos, não apresentou mudança significativa.

Os Estados Unidos continuam como os maiores produtores de carne bovina com 17,8% do total em 2021. Mereceu destaque ainda a China com 8,8%. Os três produtores produtores somaram 41,5% da produção mundial. Por outro lado, quando somadas junta a produção de carne bovina, suína e de frango, o Brasil mantém a 3ª posição mundial. São 29 milhões de toneladas em 2021, com 9,4% do mercado mundial. Destaques para China com 21,8% e Estados Unidos com 14,9% em 2021. Os três principais produtores somaram 46,1% do total.

Frangos e Suínos

Apesar de importante para o consumo interno e para as exportações, o Brasil possuía apenas o quinto rebanho maior de galináceos do mundo em 2021, com 4,4% do total, ou 1,5 bilhão de cabeças. Destaque para os três maiores rebanhos (: EUA (26,9%), China (14,5%) e Indonésia, totalizando 53,3% do total.

Em 2021, as exportações brasileiras de carne de aves corresponderam a 5,9 bilhões de dólares, ou seja, 17% do total mundial. Nos últimos 22 anos, o Brasil já exportou 140 bilhões de dólares do produto (20,2%). Outros países exportadores importantes foram os EUA, Holanda, Tailândia e Polônia.

O Brasil possuía o terceiro maior rebanho suino do mundo (2021), com 42 milhões de cabeças, ou seja, 4,5% do total. O destaque foi a China com 40,1% do rebanho mundial, seguido dos Estados Unidos (8,6%).

Em valores comercializados, o Brasil ocupa a posição nas exportações de carne sueca com 1,9 bilhões de últimos dólares em 2021 e a décima posição com 34 bilhões nos 22 anos. Em 2021, as exportações de Espanha, Estados Unidos e Alemanha geraram ganhos, somando 44,3% do total.

Pescado ainda é o grande desafio brasileiro

Apesar da imensa costa marítima e da relativa abundância de águas internas, o Brasil foi o 21º maior produtor mundial de pescado com 1,4 milhões de toneladas de peso vivo, ou menos de 1% do total em 2021. No comércio mundial de pescado em 2021, a China também se consolidou como o país exportador: foram 4,5% de toneladas (11%), seguido pela Noruega e pela Rússia, 6,3% e 5,9%, respectivamente, maior.

Recorde na produção de açúcar e café em 2021

O Brasil foi o maior produtor mundial de açúcar, com mais de um terço da produção do planeta. No cenário mundial, o segundo maior produtor foi a Índia com 17,1% (2021) que, somada ao Brasil, ultrapassa a metade da produção mundial. O país se consolida como o maior exportador mundial de açúcar, com 25 milhões de toneladas, equivalentes a 33,1% do total.

Na produção de café (em grãos), em 2021, o Brasil liderou com 32% do mercado internacional, ou 3,4 milhões de toneladas. Em segundo lugar esteve o Vietnã, com 16,8%, seguido pela Colômbia, com 10,5%. O Brasil foi responsável por um quarto (9%) das experiências de dois últimos anos de mercado, comercializando 22 milhões de anos, melhorando a sua participação de dois últimos anos, por sua participação neste mercado.

Saiba mais sobre os resultados de produção e ampliação dos produtos brasileiros acessando aqui

Redação da matéria: Maria Clara Guaraldo com informações técnicas de Adalberto Araújo (analista da Superintendência de Estratégia da Embrapa) e Elísio Contini (pesquisador da Assessoria de Relações Institucionais e Governamentais da Embrapa)

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