Dengue: Rondônia registra 9 mortes e 11 estão em investigação
sábado, 20 de fevereiro de 2010Rondônia contabilizou 14.456 casos de 1º de janeiro a 12 de fevereiro de 2010
Com a previsão de serem intensificadas as chuvas a partir deste mês de fevereiro a abril, o Governo do Estado continua chamando a atenção da população, por meio da Secretaria da Saúde (Sesau), para a necessidade de fazer sua parte, mantendo cada residência livre de possíveis focos do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, que silenciosamente a cada dia faz novas vítimas. De acordo com os dados divulgados pela Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), de 1º de janeiro a 12 de fevereiro de 2010 Rondônia contabilizou 14.456 casos, nove óbitos confirmados e onze estão em processo de investigação.
Do total de casos notificados, a maior concentração está em Porto Velho (4.835), seguido de Rolim de Moura (1.023), Presidente Médici (800), Buritis (711), Pimenta Bueno (655), Cacoal (595), Jaru (536), Espigão do Oeste (439), Guajará-Mirim (417) e Vilhena (416).
Ainda segundo a Agevisa, das mortes confirmadas três foram em Ji-Paraná, mas um dos pacientes residia em Cacoal; duas em Porto Velho, sendo um paciente residente em Jaru e o outro em Ouro Preto do Oeste; duas em Cacoal, além de uma em Rolim de Moura e outra em Mirante da Serra.
O secretário estadual de Saúde, Milton Moreira, lembrou que a situação da dengue pode virar caso de polícia, caso as pessoas não tomem as medidas previstas para evitar a proliferação do mosquito. “Por orientação dos Ministérios Públicos Federal e do Estado os municípios publicaram decretos estipulando multas contra pessoas ou empresas que não limpam seus quintais, terrenos baldios, canteiros de obras, estabelecimentos comerciais ou prestadores de serviços, como borracharias. Se esgotadas todas as medidas, a infração poderá gerar um processo civil, uma vez que está em foco a saúde de todos, indistintamente”, alertou o secretário.
Para evitar superlotação nas unidades de saúde do Estado, o secretário reforçou a necessidade de as pessoas se dirigirem primeiro a uma policlínica ou posto de saúde, uma vez que é de competência dos municípios o atendimento de baixa complexidade, enquanto o Estado garante os de média e alta complexidades.


