Saúde

Autoridades questionam qualidade de Curso EaD de enfermagem, em RO

terça-feira, 5 de abril de 2016

Segundo o sindicato, categoria mantém 30% dos profissionais trabalhando (Foto: Reprodução/TVCA)Representante do Coren diz ser possível que

enfermeiros formados por EaD estarem atuando no
serviço público (Foto: Reprodução/TVCA)

A qualidade do curso de enfermagem em instituições de Ensino à Distância (EaD) foi questionada, na manhã desta sexta-feira (1º), em Porto Velho, por lideranças políticas e representantes das entidades que validam e fiscalizam o exercício dos enfermeiros em Rondônia. Representantes de instituições afirmam que os alunos dos cursos possuem um número de horas mínimas de prática para realizar.

A questão foi debatida na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO), em reunião que contou com representantes do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), do Conselho Regional de Enfermagem de Rondônia (Coren), da Universidade Federal de Rondônia (Unir), da Câmara de Educação Básica e Superior do Conselho Estadual de Educação (CEE), do Conselho Estadual de Saúde (CES) e parlamentares estaduais e municipal.

Durante a discussão, o deputado estadual Neidson de Barros Soares, o Dr. Neidson, teria afirmado que é necessário restringir cursos EaD na área da saúde. Segundo ele, é impossível formar um profissional que trata diretamente de vidas humanas através de um ensino que não seja ministrado com atividades na prática.

Valdelize Pinheiro, presidente da Câmara Técnica de Educação a Distância, teria alertado que o controle dos polos de EaD voltados à área da saúde, feito pelo Ministério da Educação (MEC), não garante a qualidade de formação exigida para o atendimento da população. Segundo ela, os polos que utilizam a metodologia EaD não atendem as condições legalmente exigidas.

A presidente do Coren, Ana Paula Cruz, teria dito que a entidade não emitirá certificados de conclusão de cursos à distância em Rondônia. Segundo ela, os cursos existentes no Estado não seriam autorizados pelo MEC e não atendem às especificações obrigatórias para a garantia da qualidade de formação de um profissional da saúde.

Representando a Unir, Aldrin de Sousa observou não haver como tratar do assunto sem remeter diretamente à baixa qualidade do serviço prestado na rede de saúde pública. Segundo ele, uma formação deficiente de qualificação representa uma oferta de atendimento precário no Sistema Único de Saúde (SUS).

Dr. Neidson sugeriu entã que o assunto fosse discutido de forma ainda mais ampla, em uma audiência pública. Para tanto, informou que solicitará da bancada federal rondoniense o requerimento para a realização do ato. O parlamentar disse ainda que pedirá apoio da União das Assembleias Legislativas (Unale).

As instituições se defendem. Elisângela do Carmo, representante de uma faculdade que oferece o curso de enfermagem à distância, em Porto Velho, afirmou por telefone ao G1, que há sim aulas práticas no polo da faculdade.

“O aluno passa o dia todo no laboratório fazendo aulas práticas. Mesmo quem mora no interior vêm para Porto Velho fazer laboratório”, explica. Sobre o reconhecimento do curso, ela disse que ainda não há, por ser a primeira turma, mas alega que há a autorização do MEC.

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