Retrospectiva: Brasil passa vexame e recorre a ‘babas’ para amenizar ano ruim

por Jean Pereira Santos

ESPN

O primeiro ano completo de Mano Menezes à frente da seleção brasileira não foi nem de longe o que se esperava, com direito a eliminação precoce e vexame histórico na única competição oficial, a Copa América, e mudança de postura em relação à dificuldade dos rivais para os testes.

Mano Menezes começou a temporada com o firme discurso de manter os amistosos difíceis, mesmo após a derrota para a França – 1 a 0 -, que já fora precedida de revés para a Argentina no fim de 2010, e do empate por 0 a 0 com a Holanda, em junho.

“Prefiro a realidade dura”, afirmou o comandante após a igualdade contra os europeus em Goiânia, o que o mantinha ainda sem passar por um adversário de peso. Mas o vexame da queda nas quartas de finais da disputa sul-americana para o Paraguai, muito elevado pelo incrível desperdício de quatro penalidades, e a derrota para a Alemanha em agosto mudaram os rumos.

A partir dali foram agendados compromissos, digamos, mais leves. Era preciso somar algumas vitórias, ganhar fôlego. Gana, Costa Rica, México, Gabão e Egito foram batidos e ajudaram na melhora dos números, que no caso da seleção em 2011 dão uma total falsa impressão. Afinal, quem apenas os vê pura e simplesmente até elogiaria. Dezesseis partidas, com nove vitórias, cinco empates e apenas duas derrotas. Aproveitamento de 66,6%.

Houve também uma taça, a do Superclássico das Américas, contra uma Argentina B ou até C, na revivida Copa Roca. De pouco – ou quase nada – valeu. A imagem final de 2011 é a de um time ainda sem base definida mesmo após muitos e muitos jogadores testados e que viu alguns tidos como titulares absolutos irem mal nas horas necessárias.

Foram os casos de Daniel Alves e Paulo Henrique Ganso, por exemplo. Ambos sumiram na Copa América, com o primeiro tendo ido muito mal no setor defensivo – foi engolido pelo paraguaio Estigarribia na fase de grupos – e o segundo não correspondendo à expectativa de maestro que se imaginava. Neymar e Lucas Leiva são as exceções.

A seleção verde-amarela chegou a ficar em sétimo lugar no ranking da Fifa divulgado em setembro, sua pior colocação em 18 anos. Fechou o ano em sexto, mas com futebol muito, mas muito aquém de Espanha, Holanda, Alemanha e Uruguai, os quatro primeiros. Mano disse que a série de testes acabou, que é hora de focar em um time-base para a Copa do Mundo de 2014. Terá de fazer muito melhor que em 2011.

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