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Promessas, brasileiros são observados em projeto da NBA durante o All-Star

Eduardo Orgler e Thales SoaresToronto, Canadá

Ter a chance de conviver com jogadores e grandes nomes da NBA, a liga americana de basquete, é para poucos. Durante o fim de semana do All-Star Game, dois brasileiros tiveram essa oportunidade ao serem convidados para participar do Basquete Sem Fronteiras, que reuniu 53 promessas do esporte de 27 países em Toronto para uma espécie de clínica, observada de perto por agentes e dirigentes das franquias, de olho em possíveis escolhas em Drafts no futuro. O chinês Yao Ming, ex-Houston Rockets, o italiano Danilo Gallinari, do Denver Nuggets, e Bruno Caboclo, do Toronto Raptors, foram alguns dos responsáveis por comandar o evento.

Felipe dos Anjos, de 17 anos e 2,17m de altura, joga nas categorias de base do Real Madrid desde 2012. Seu crescimento vem sendo acompanhado com cuidado pelo clube espanhol. Há tanto tempo na Espanha, já tem dificuldade para não misturar as línguas. Seu futuro no basquete é considerado promissor e a NBA já volta seus olhos para o gigante.

– Cada vez que cresço, é normal perder um pouco de coordenação. O Real Madrid faz um trabalho muito bom para que eu não seja um pivô desengonçado. Noto muita diferença. Tenho a chance de conviver com jogadores de vários países na Espanha, como acontece aqui, e isso é bom para aprender outras culturas. Quero seguir passo a passo e chegar no momento certo na NBA. Não adianta pensar muito na frente – afirmou Felipe, que saiu do Pinheiros para Madri.

Gabriel Galvanini e Felipe dos Anjos durante o Basquete Sem Fronteiras (Foto: Divulgação)Gabriel Galvanini e Felipe dos Anjos durante o Basquete Sem Fronteiras (Foto: Divulgação)

Gabriel Galvanini foi o outro brasileiro no Basquete Sem Fronteiras. Também de 17 anos, ele joga nas categorias de base do Bauru e teve uma passagem de uma temporada também pela Espanha. Em 2015, participou do Sul-Americano Sub-17, com a seleção brasileira, conquistando a segunda colocação.

Os dois tiveram a chance de acompanhar o fim de semana do All-Star Game de perto e assistiram ao Jogo dos Calouros, que contou com a participação do brasileiro Raulzinho, do Utah Jazz. Um estímulo a mais para quem sonha um dia dividir a quadra com os melhores do mundo.

– Para mim, foi um prazer acompanhar o Raulzinho. É uma motivação a mais para a gente. Tentei conversar com ele, mas não consegui. Gosto muito do trabalho que ele tem feito. É um sonho que aos poucos vai se tornando realidade – disse Gabriel.

Caboclo foi um dos jogadores descobertos no evento em 2013. Na época, ainda uma promessa, destacou-se em Buenos Aires e chamou a atenção de olheiros. Em 2014, os Raptors escolheram o brasileiro como número 20 no Draft.

– É experiência muito boa. Lembro quando estava aqui. É bom ver os dois com essa chance. Eles estão indo bem. O Felipe melhorou bastante da última vez que vi. Acho que vai ter uma carreira grande no basquete. Aqui, é preciso absorver o máximo de experiência possível, compreender tudo e fazer todas as perguntas – comentou Caboclo.

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