Política & Murupi

Frase do dia

“O vírus fez em apenas um mês o que o PT e as legendas do centro não conseguiram fazer em mais de um ano: virou o governo Bolsonaro de ponta-cabeça.” – Josias de Souza, jornalista.

1- Panelinhas do Maia

Primeiro o apoio às reformas trabalhistas e da previdência e a fatura como é praxe. Depois o protagonismo, o choro, as viagens com novos amigos, a aliança com Alcolumbre e sem aviso, lá estava o Maia chefiando um governo paralelo com críticas acerbas e constantes. Maia pegou gosto e Bolsonaro “garrou nojo” dele contra atacando e pondo Maia no limite. Sem conseguir desgastar mais o Capitão – ele faz isso sozinho com a ajuda dos filhos – Maia está numa sinuca de bico e até seu partido DEM, vê sua estratégia como um erro sem retorno. Ora, se nem a Globo conseguiu dobrar a espinha do Bolsonaro, o que dizer do Botafogo com suas panelinhas?

2- Rave do inferno

Um grupo de irresponsáveis organizou uma festa rave no dia 4 de abril na Zona Leste da capital, contrariando o decreto que proíbe aglomerações. O trágico do caso é que noutra festa no dia 11 algo parte das pessoas que estiveram na primeira festa voltaram a se juntar. O caso está sendo tratado sob investigação criteriosa, mas o aumento de testes positivados pelo Lacen dão o indicativo que o fato é real e trágico. Além dos positivados 17 pessoas estão sendo observadas. O que se pode pedir para esse grupo que brinca de roleta russa? Cadeia chega a ser pouco.

3- Ônibus da morte

O site O Combatente traz uma denúncia que faz tremer e que repasso: “Dois ônibus da empresa de transporte TRANSBRASIL, de propriedade de Irandir Oliveira, oriundos de Manaus chegou ontem, por volta das 21h30 na Barreira Sanitária do Km 08 da BR 230 com 319, em Humaitá. Os dois ônibus estavam cheios de passageiros que teriam como destino Porto Velho (RO). Equipes de Vigilância Epidemiológica com apoio da Policia Militar e Soldados do 54º BIS realizaram a abordagem e mantiveram no local os ônibus.” Para ver os detalhes completos clique neste link.

4- Destampando a panela I

O jeitoso e competente vice-presidente da república, General Hamilton Mourão está montado numa onça pintada. Avalizou a permanência do Mandetta quando o Capitão disse que poderia demiti-lo e agora diz que o Mandetta “cruzou a linha da bola (jogo de polo que Mourão pratica) e fez falta grave. Sobre a “fantástica” entrevista, Mourão é explícito:  “Ele não precisava ter dito algumas coisas”, mas baixa a chama do fogo, retira a panela e aguarda o momento de destampar sem derramar o conteúdo e sem espirrar na parede. “Não será favorável nessa hora (a troca). Avaliando a situação e o trabalho do Mandetta cabe muito mais uma conversa, chamar e acertar a passada, e discutir intramuros e não via imprensa.” Mourão tem se revelado um bom vice.

5- Destampando a panela II

De um lado Mandetta diz o que quer e do outro Bolsonaro faz o que acha certo, mas vale lembrar que Bolsonaro tem mais informações que seu Ministro e quando a onça vai beber água algo a mais surge. Mandetta queria um “ministério técnico autônomo” para ganhar os holofotes.

Para alguns militares o ministro desrespeita a hierarquia e acordos firmados, confrontando o presidente depois de dizer que acalmaria os ânimos. E aí a inteligência mostra que nem tudo é tão 10.

Há falhas na execução de medidas do Ministério da Saúde, como  distribuição de equipamentos que não estavam em perfeito estado e irritação dos secretários estaduais com critérios de repasses de verbas e atenção a municípios de pequena população e grande número de atendimento de pessoas da região, procurando os hospitais. As coisas sempre tem dois lados.

Por: Leo Ladeia