Política & Murupi: Sacrifício seletivo

Frase do dia

“Hoje não posso e não devo expor ninguém ao vírus, mas estando liberado clinicamente, não dá pra fazer isolamento vertical no cargo que ocupo.”– Gen. Augusto Heleno chefe do DSI

 

1- Samba do crioulo doido – a revolta

O caso do promotor Marcelo Fernandes da Silva que dentre outras sandices quer bloquear 500 bilhões do Banco Central e dar um calote geral, encontrou um juiz afeito a porrada. O juiz Hélio Ricardo Silva Monjardim da Fonseca que apoia o presidente Bolsonaro e é crítico da imprensa “globista” deu bem no meio do promotor e mandou extinguir o pedido elevado à condição de inicial,sem resolução do mérito, dando prazo de oito dias para o recurso possível. Para quem gosta, eis aqui a sentença do Dr. Fonseca. Sou da paz, mas maluco às vezes só vai no porrete!

2- Reflexão verde oliva

Mera coincidência os posts no twitter dos Generais Villas Boas, Mourão, Heleno – que voltou ao batenteno GSI e o retorno de Moro à cena política e justo na data mais que emblemática para o Exército Brasileiro, o 31 de março? Do twitter do General Villas Boas saquei o trecho final que faz pensar: “Conheço o presidente e sei que ele não tem outra motivação que não o bem-estar e a preocupação com o futuro do país. Pode-se discordar do presidente, mas sua postura revela coragem e perseverança nas próprias convicções”. Há militares que discordam do seu governo, mas asTrês Forças Armadas se apoiam sobre um mesmo tripé: hierarquia, disciplina e lealdade.

3- Reduzindo a pressão

Depois de queimar pontes contra inimigos reais e imaginários, abrir guerra contra a esquerda e a Rede Globo,Jair Bolsonaro se vê sozinho numa ilha flutuante. Depois de distribuir caneladas e humilhações descobre tardiamente que tem além de Moro, Mandeta, Guedes, Tarcísio, Heleno, Damares, Campos Neto e Tereza Cristina, um time leal que poderia tirá-lo da ilha. Mas sua visão curta o leva a buscar a guerra, confiando nos militares que não lhe faltarão. No pronunciamento de ontem à noite o tom foi outro. Pura estratégia militar. Mas o compromisso maior das Forças Armadas não é com um indivíduo e sim com a Pátria. Como diz o artigo 142 da Constituição.

4- Sacrifício seletivo

Já se sabe que o pobre – contaminando-se ou não – arcará com o prejuízo maior. Parlamentares falam em cortar benesses – até aqui necas de pitibiribas! – empresas contam o rombo que virá, porém no topo da cadeia alimentar de salários e benesses, órgãos de controle – máximeo poder judiciário – quedam silentes ou no máximo emitindo opiniões com o cuidado que a crise exige. Ora, quem não é visto nem ouvido não é lembrado e seus supersalários são direitos a serem preservados até para evitar que a redução de hoje se mantenha “ad eternam” e mais três dias. Mas cortes – mesmo superficiais – na própria carne seriam simpáticos, bem vistos e bem vindos.

5- Comunicação oficial

Em votação simbólica, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou orçamento suplementar de R$ 63,7 milhões solicitado pelo governador Ibaneis Rocha do DF, para usar especificamente em campanhas publicitárias sobre a Covid-19, algo necessário, já que Brasília converge de gente de todo país e tem, como todas as capitais, uma estrutura de saúde que pode colapsar nesta crise. Apenas três dos 24 distritais foram contra o pedido do Rocha de lá. Já o Rocha daqui de Rondônia prefere a comunicação alternativa, na contramão da pesquisa Datafolha que mostra o facebook e o twitter na última posição com ínfimos 11% de retorno. É o “Ó do borogodó”!

Por:Leo Ladeia