Opinião & Comportamento | Arrependimento tardio: cuidado!

Foto: quizlandia.club

Nem sempre a grama do vizinho é mais verde; às vezes é preciso tomar um “baque” para perceber que já temos o que procuramos – 
| Felipe de Jesus |

Coluna: Opinião & Comportamento
Sociólogo ■
– Felipe de Jesus
Foto: quizlandia.club

Geralmente os relacionamentos são construídos através de três pilares: amizade, confiança e lealdade, mas não necessariamente nessa ordem. Em alguns casos, a confiança chega primeiro, depois a lealdade e ai sim, a amizade. De qualquer forma, esse conjunto de adjetivos é importantíssimo para se construir parcerias, confidencializar derrotas e acima de tudo, comemorar vitórias! Vendo assim, parece fácil conseguir achar pessoas com todos esses adjetivos não é mesmo? Mas ai que está! Conseguir tudo isso em uma pessoa, principalmente nos dias de hoje, onde presenciamos um “egoismo” desmedido da sociedade, se torna cada vez mais raro.

Claro que existem pessoas desta forma! Com certeza alguém de seu relacionamento diário ou mesmo familiar, esboça todas essas qualidades. Mas ai que entram algumas perguntas cruciais: Você valoriza essas pessoas como elas merecem de verdade? Dá atenção necessária que elas carecem? Atende suas mensagens, ligações? Escuta os seus conselhos? Geralmente ficamos tão “mal” acostumados com pessoas disponíveis e atenciosas, que esquecemos que elas se doam pelo simples prazer de fazer o bem e por acreditarem que as pessoas que elas se doam, as consideram de verdade!

Se arrependa do que ainda não fez de bom em sua vida, não do que fez os outros passarem pela sua falta de atenção e lealdade”. – 
| Felipe de Jesus |

Ninguém vive totalmente sozinho, isso é fato! Por isso, fazer pouco caso e tratar com desdém, pode nos levar a perda de amizades sinceras e reais. O arrependimento será a única companhia que restará e com ela, vários questionamentos, como: Porque não tratei bem? Porque desdenhei? Porque fiz pouco caso? E a única coisa que sobrará de tudo isso, serão as lembranças de como foi bom ter pessoas boas e com intenções simplórias ao nosso lado. A dor do arrependimento poderá vir forte e “talvez” passar como uma dor de cabeça que incomoda, mas logo acaba. No entanto, essa mesma dor do arrependimento pode se tornar eterna.

Valorize |

Sendo assim, valorize os pequenos gestos, as pequenas ações de pessoas que gostam de você de verdade. Às vezes essas pessoas podem se tornar aquele empurrãozinho que você precisava para chegar onde queria, ou um apoio para te manter. Mas também podem ser aquelas pessoas que te valorizam pelo o que você é, algo que em uma sociedade cada vez menos coletiva, faz toda a diferença.

Se arrependa do que ainda não fez de bom em sua vida, não do que fez os outros passarem pela sua falta de atenção e lealdade. Pense nisso! Até a próxima coluna.  

Colunista – Sociólogo registrado no SINDS/MG