Representantes do Hospital de Cancer de Barretos (HCB) estão em Rondônia desde o mês passado, numa intensa campanha para popularizar a doação de medula óssea no Estado. Recentemente a equipe que promoveu uma carreata para chamar a atenção da comunidade para a prática que pode salvar milhares de pessoas esteve em Rolim de Moura. O objetivo foi desmistificar a coleta do material e ampliar o cadastro nacional de doadores.
O grupo percorreu as principais ruas da cidade e com a ajuda de carros de som, a coordenadora da campanha, Naima Khatib, assistente social do HCB, foi explicando aos populares alguns números e conceitos errados da doação de medula óssea. Segundo ela, a maioria confunde com medula espinhal e não tem a mínima idéia para que serve o material retirado ou quem tem potencial para ser um doador. Algumas lojas pararam o atendimento para acompanhar a carreata.
“A probabilidade de encontrar um doador fora da família é de um em um milhão, por isso, quando mais doadores tivermos nesse cadastro, maiores são as chances de cura para esses pacientes. Quem se interessar em se cadastrar aqui em Rondônia deve nos procurar e ao final de tudo, suas informações vão integrar o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea, com abrangência em todo o território nacional”, lembrou.
Campanha
O período oficial de campanha em Rolim de Moura está marcado para acontecer de 02 a 06 de março deste ano. Quem se interessar em ser um propenso doador deve ter entre 18 e 55 anos e preencher uma ficha com seus dados pessoais em um dos locais de atendimento. Em seguida, a equipe do HCB vai coletar uma amostra do sangue do voluntário, para realizar exames de tipagem. Todas essas informações vão para um banco de dados.
A pessoa só faz a doação de fato, caso em algum lugar do país, exista a constatação laboratorial da compatibilidade da medula óssea. Assim, o doador é comunicado e pode optar por doar ou não. Em caso positivo, a coleta dura em média uma hora e é feita através de uma punção com agulhas especiais na região da bacia ou diretamente na veia, com o uso de equipamentos próprios. Só 10% da medula é retirado, quantidade reposta pelo corpo em algumas semanas.


