Jovem gestante perde bebê após tomar vacina da gripe H1N1 em posto de saúde de Jaru. Núbia Presly Feitosa, de 18 anos, estava gestante de oito meses, e tudo corria muito bem. Porém quando recebeu a dose da vacina contra o vírus da gripe suína, no dia 22 de março, aplicada no posto de saúde Oswaldo Cruz, ela começou a passar muito mal. Sentindo contrações, calafrios, inchaço no braço, dores de cabeça, dormência e diversas outras reações. Ao procurar um médico, foi atendida por uma médica que teria informado que aqueles sintomas seriam reações normais da vacina.
Durante 12 dias Núbia sofreu com estes sintomas. E no dia 04 de abril, ao perceber que algo estaria errado resolveu procurar o Hospital São Camilo para realizar um ultra-som, onde foi constatado que o feto estaria correndo risco, pelo fato de que o líquido amniótico havia secado, sendo aconselhado a gestante que fosse rapidamente para uma unidade hospitalar da capital, já que seu caso inspirava cuidados.
Mas ao procurar o hospital municipal para providenciar sua transferência, Núbia entrou em trabalho de parto, dando à luz a Breno Eduardo de quase 3 kg, que viveu somente um minuto após o seu nascimento. Muito embora as autoridades neguem veementemente a atribuição do aborto à aplicação da vacina, Núbia deixou bem claro que ao tomar a vacina no posto de saúde, não foi adotado pelos profissionais da área o critério recomendado pelo Ministério da Saúde. Que seria o seguinte: “A vacina aplicada em mulheres grávidas deve ser sem adjuvante (substância imuno-estimulante) que produz maior quantidade de anticorpos, o que poderia causar aborto”.


