Impasse: clientes serão multados por falta de estacionamento
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Não será mais permitido estacionar carros e motos nas marginais da Avenida Castelo Branco. A notificação aos empresários foi feita pelo Ministério Público através da Polícia Rodoviária Federal, no último dia dois de fevereiro. Segundo consta da notificação, não será mais tolerado o estacionamento em ruas e calçadas da referida marginal. O descumprimento da determinação legal implicará em multa e os veículos serão removidos pela autoridade policial.
A decisão provocará prejuízo imediato para os empresários que estão instalados ao longo das marginais, já que na sua maioria, não possuem área exclusiva destinada ao estacionamento para seus clientes. O alto índice de acidentes com pedestres foi uma das motivações para a proibição.
Para o comerciante Geraldo Soares Rodrigues essa notificação não está completamente errada, “é preciso pensar no conjunto e nos riscos que os pedestres estão correndo por falta de espaço para eles andarem, já que com a falta de estacionamento os veículos tomam parte das ruas”, disse Geraldo.
Já para o empresário Laércio Macari, o que está faltado é um pouco mais de interesse dos órgãos públicos. “na marginal existe muito espaço para grama e lixo, então antes de começarem a fazer notificações e multar nossos clientes, eles deveriam ter retirado os canteiros e transformado em estacionamentos, aí sim fazer as notificações” disse.
Segundo Laercio, os órgãos públicos do nosso município deveriam olhar para o setor comerciário, e dar condições de trabalho, “pois quem tem que resolver esse problema de estacionamento são eles, e não nós comerciantes” finalizou.
Responsabilidade é da prefeitura diz, vereador
O vereador Fernando Minervino (PTB) já enviou ofício ao prefeito Franco Vialleto no sentido de firmar parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em busca de uma solução para o impasse.
O Vereador disse ainda que aproximadamente 400 empresas estão sendo prejudicadas com essa decisão, sendo que todas geram empregos para a cidade, e pagam seus impostos. “O plano diretor do município não apresenta em nenhuma de suas cláusulas a exigência de se ter no comércio um estacionamento, como agora de repente aparecem com essa exigência” pergunta Fernando.
Fernando ainda afirmou que o secretário de Planejamento do município Marcelio Viana da Silva sabia dessa decisão do MP, já que em dezembro foi realizada uma reunião do Conselho Municipal de Segurança, com a Prefeitura, mas nada foi passado aos empresários.
Reportagem: Magda Oliveira
Foto: Donizete Marinho


