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Léo Ladeia – O Imposto do pecado

 

Participação política é da essência da democracia e não há como fazer política no Brasil sem filiação a um partido político. – Desembargador Walter Waltenberg convidado pelo MDB

1-Racha no STF

Um puxão de orelhas do ministro Marco Aurelio no colega Fux: “Respeite-se um pouco mais essa cadeira, para benefício da sociedade como um todo. Essa problemática é nefasta, ruim e perniciosa. A autofagia é péssima, conduz à insegurança jurídica, ao descrédito da instituição. Não há censor no Supremo e acabou o ministro Fux assumindo a postura de censor em relação a um ato, logo do presidente do Supremo.” Mas será tão ruim? E por que manter a decisão monocrática se há colegiado e plenário virtual? Fora erros, lentidão, panelinhas e superegos, vê-se neste racha que a relação ácida é parte da dieta dos onze estômagos togados. Éraste!

2-Racha na PGR

O coordenador do grupo de trabalho da Lavajato na PGR, José Adonis abandonou o cargo para onde havia sido indicado pelo atual PGR Augusto Aras. Adonis tinha a função de coordenar a coleta de depoimentos, provas, audiências, requisitar informações e participar de negociações sobre acordos de delação premiada e estava administrando várias divergências de posições com seu chefe Augusto Aras. Oficialmente Adonis disse que deixou o cargo para que o PGR faça ajustes na equipe da maneira que julgar necessário. A exemplo do que ocorreu na Itália com a Mani Pulite, a Lavajato será contida pela corrupção e seus geradores. E la nave vá!

3-Imposto do pecado

Paulo Guedes falou em Davos sobre o “imposto do pecado”, um tributo para cigarros, bebidas alcoólicas e produtos com açúcar. “Pedi para simular o que faz mal à saúde. Se querem fumar, têm hospital lá na frente” e mais, quer taxar refrigerantes, sorvetes e chocolates. “A população não reclama do imposto sobre tais produtos. Sentem, mas o vício faz com que paguem sem deixar de consumir. E há a conotação de que frear o consumo desses produtos faz bem”. Mas e se os pobres mudarem o consumo pelo mais barato e sem qualidade? Diria Chico Buarque: “…a gente vai tomando, que também sem a cachaça ninguém segura esse rojão.” Broca véio.

4-Armação limitada

O tema dominou a semana. Mal planejada e mal feita, a armação contra Sérgio Moro foi logo descoberta com todas as digitais expostas. O medo da classe política e do establishment é que o “juizeco de primeira instância (que) não pode a qualquer momento atentar contra o poder”, como disse Renan Calheiros, seja hoje a melhor opção para presidir a república segundo dizem as pesquisas. O Capitão disse que iria pensar sobre a proposta infausta, Moro refugou e o povo despachou nas redes sociais: “se Bolsonaro tirar Moro a gente tira Bolsonaro”. Um dia depois Moro abriu um perfil no Instagram e já tem mais de 700 mil seguidores. O “gópi” deu ruim.

5-Alô Senado! Aqui STF! Câmbio!

O jornalista, José Maria Trindade, revelou durante o programa “Pingo nos Is” da Jovem Pan que ministros do STF ligaram para senadores chegados pedindo que se opusessem à assinatura do requerimento da CPI da Lava Toga. A denúncia é pesada e tem potencial para diminuir ou fulminar a credibilidade da Corte. A CPI foi criada pelo senador Alessandro Vieira do Cidadania-SE e detonada, pois o Legislativo medrou com a casa de caba, pois se mexer será ferroado. O vídeo do Zé Maria está aqui.  Pode faltar ventilador, mas a massa está com estoque garantido!

Autor: Léo Ladeia
Colunista

leoladeia@hotmail.com

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