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Léo Ladeia – Jair Bolsonaro na nevrálgica área da comunicação

“Ao ligeiro.”– Jornalista Josias de Souza

1-Tela quente

 Outro problema no entorno do presidente Jair Bolsonaro na nevrálgica área da comunicação e com todos os requisitos para minar a credibilidade do governo. O secretário de comunicação Fábio Wajngarten recebe, usando a empresa da qual é sócio majoritário, dinheiro de emissoras de TV e de agências de publicidade contratadas pela secretaria que ele, Fábio dirige, segundo a Folha de São Paulo. Além deste conflito de interesses há mais, Fábio acompanha as contas dos órgãos federais e agindo no mesmo estilo trator. Vão sobrar pedradas nos vidros do Planalto.

2-Por falar em vidraça…

 O problema do secretário de Comunicação é um nervo exposto que atende pelo nome de Rede Globo que sempre esteve e continua sendo o alvo preferencial e na alça de mira de Bolsonaro. E convenhamos, vice-versa. Fábio Wajngarten teria – diz a Folha na reportagem – privilegiado outras emissoras em detrimento da casa do Plim-plim. Aliás, não é apenas redução de repasses que aflige os Marinhos. A Receita Federal esquadrinha os contratos firmados pela Rede Globo com os grandes nomes da TV e do cinema e podem apostar. Tem coisa cabulosa nos contratos

3-Ponta de lança trombador

Considerando o que passou Bolsonaro a partir da facada em Juiz de Fora, a campanha eleitoral fora de padrão, o ataque midiático da grande imprensa – Globo inclusa –, o derrame de ácido, ódio e fel via mídias sociais seu estilo trombador de uma briga diária e a coleção de desafetos, há que se reconhecer que o homem tem couro duro. Impossível crer que exista algum fato de corrupção com sua participação direta que ainda esteja encoberto ou todo mundo saberia. E lá se foi o primeiro ano para a caçapa, aos trancos e barrancos e com o país ganhando o jogo.

4-Coincidência retórica

 “A origem é espúria, mas as ideias contidas na frase são absolutamente perfeitas e eu assino embaixo”, disse o secretário Roberto Alvim, um inculto colocado para cuidar da cultura como o pitbull que mostra os dentes para quem chega perto. Crendo ser o “rei da cocada preta”, Alvim fez este vídeo e as redes sociais não perdoaram. Cutucado pela direita, centro, esquerda, evangélicos, católicos e principalmente pelos judeus, o imbecil buscou abrigo com Bolsonaro. Primeiro o presidente lhe garantiu que não será demitido. Depois, creio que pressionado, mandou Alvim medir o comprimento da sarjeta. E haja mais pedras na vidraça do Planalto

5-Torneira fechada

Já que falei de gastos com propaganda, a Petrobrás fechou uma baita torneira que fizeram a alegria da “tchurma do patrocínio”. De corrida de submarino a concurso de cuspe à distancia, a Petrobrás pagava tudo. O detalhe é que a Petrobrás não operava no varejo e logo não tinha a necessidade de divulgar a sua marca principalmente no Brasil. O corte com Bolsonaro chegou a 90%. Até julho de 2019 foram gastos R$8,5 milhões com propaganda em TV, revistas, jornais, rádio, internet, cinema, mídia externa e produção, contra R$122,4 milhões do período anterior ou os R$296,8 para reeleger Dilma em 2014. Isso explica o choro da “tchurma do querumêu”!

Léo Ladeia – Jornalista

leoladeia@hotmail.com

 

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