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Guarajá: Greve dos médicos completa 15 dias

Há apenas um médico anestesista para atender toda a cidade.

Médicos em greve estão sendo ameaçados de demissão. A informação foi confirmada pelo Diretor Clínico do Hospital Regional de Guajará-Mirim, Dr. José Rodriguez Andrade. “Três colegas foram ameaçados de demissão se não voltarem ao trabalho”, denunciou. A greve dos médicos de Guajará-Mirim já dura três semanas. Cerca de quinze profissionais estão de braços cruzados, na tentativa de chamar a atenção das autoridades locais quanto às reivindicações da categoria.

Nesta quarta-feira (29) os especialistas em saúde promovem uma passeata pacífica nas ruas da cidade. A concentração esta marcada para 08 horas na Praça da Rádio Educadora. De lá os manifestantes seguem até ao prédio da prefeitura, na esperança de conseguir uma audiência com o prefeito, fato que ainda não ocorreu desde o início da mobilização.

Condições de trabalho.

Segundo os profissionais de saúde, a população de Guajará-Mirim sofre para conseguir um bom atendimento nas unidades hospitalares. José Rodriguez denuncia a falta de remédios como sendo um problema crônico. No Hospital Regional o aparelho de Raio-X está quebrado. Não há estufa para esterilizar os instrumentos cirúrgicos. Apenas um laboratório privado atende exames da rede pública de saúde, mesmo assim, afirma Dr. Rodriguez, a qualidade os exames é limitada, na maioria dos casos o paciente precisa aguardar analises feitas em Porto Velho.

Além da falta de condições de trabalho, os médicos afirmam que estão com salários do município atrasados. A falta de especialistas também é outra realidade negativa na saúde pública de Guajará. Existe apenas um anestesista para atender todos os pacientes. “Se o anestesista ficar doente, temos que aguardar sua recuperação para fazer os procedimentos cirúrgicos”, desabafou.

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