Confúcio diz na TV nesta 5ª que recuperar salários do servidor é condição para obter Estado eficiente
quarta-feira, 1 de setembro de 2010“Eu preciso do servidor animado para construir o Estado eficiente”, disse o candidato a governador da coligação “Aliança por uma Rondônia melhor para todos” (PMDB, PDT, PCdoB, DEM e PRFTB) Confúcio Moura (PMDB), numa declaração que resume boa parte da sua entrevista no programa “Painel Político”, da Rede Brasil de Televisão (RBRTV), conduzido pelo jornalista Alan Alex, que será exibido a partir das 13h30 desta quinta-feira (02), por intermédio do Canal 38 da televisão aberta.
Por Estado eficiente, conforme ficou explicado na abertura do programa, Confúcio Moura disse que entende um governo desburocratizado, rápido nas análises, melhor na prestação de seus serviços públicos, principalmente para as pessoas menos protegidas, capaz de estabelecer um diálogo permanente com as pessoas, com as instituições e outras dimensões da sociedade.
Para construir o Estado eficiente, Confúcio Moura disse que é fundamental implantar um programa democrático de valorização do servidor público, que garanta sua preparação continuada para melhorar e ampliar a qualidade dos serviços prestados à população, bem como, no âmbito interno, trabalhar para que este funcionário seja contemplado por plano de carreiras atrativo, pertinente a seu órgão e atividade, de modo que essa política promova, incentive e premie a educação continuada e seu desenvolvimento profissional.
Ao ser indagado sobre um projeto de lei estadual que pretende destinar metade do dinheiro que for economizado com a “Transposição” aos salários dos servidores que permanecerem no quadro estadual, Confúcio Moura disse que é preciso tratar desse assunto com seriedade. “Não podemos ficar vendendo ilusões para os servidores públicos. Não sabemos nem quando essa economia virá e, se vier, de quanto será. Não vamos fazer discurso eleitoreiro para o servidor”, destacou o candidato.
De acordo com Confúcio Moura, o que é preciso fazer é saber o quanto o Estado vai economizar no combate ao desperdício, juntamente com o que pode ser agregado ao tesouro estadual com o aumento potencial da receita e o enxugamento dos órgãos da administração, de modo a se poder ajustar os salários diante das visíveis perdas verificadas nos últimos oito anos.
“No Governo, colocarei uma força tarefa para estudar esse assunto com seriedade. É preciso colocar na cabeça que, no meu governo, o salário do servidor não ficar sem a correção do que for corroído pela inflação, além do que vamos sentar para estabelecer as condições de modo que o servidor, além da perda inflacionária, possa, aos poucos, mas de forma segura e permanente, obter um ganho real, para que possa recuperar e até mesmo superar o prejuízo do passado”, garantiu Confúcio Moura.
Ao longo da entrevista, Confúcio Moura denunciou ainda a falta de prioridade para a educação. “Escolas péssimas, sem condições, sem meios pedagógicos para se ensinar, sem banheiros adequados, sem água boa para se beber, sem mapas, sem livros, sem laboratórios, sem computadores, enfim, escolas caindo aos pedaços. Vamos ajeitar todas”, assegurou.
Sobre a saúde, disse que seu governo vai respeitar esse direito constitucional do cidadão, lembrando que a esse respeito ninguém poderá enganá-lo, pois além de médico, foi secretário de Estado do setor, o que lhe confere autoridade para cobrar e fiscalizar melhorar o atendimento à população.
Ao final, falou sobre seu propósito de criar e implantar sistemas que permitam ampliar a oferta de habitação para a população, por intermédio de financiamentos a custo zero para o cidadão – “faremos como fizemos em Ariquemes, com a criação do banco popular” -, da sua preocupação com o meio ambiente – “vamos fazer valer o zoneamento e mudar a estrutura da Sedam” -, além da segurança pública: “Tenho história, fui policial militar, sei como vou fazer para mudar esse quadro de violência que ninguém suporta mais”.


