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Filhos de Guajará se reencontram

Com uma programação cultural que inicia hoje, guajaramirienses retornam à terra natal para homenagear a cidade

guajara-mirimO sonho de um bom emprego e de melhorar a condição de vida fez o assistente farmacêutico Paulo Roberto Penedo, em maio de 1993, deixar a família e amigos de Guajará-Mirim. Desde então ele nunca mais voltou para a cidade natal. “Fui morar em Porto Velho, onde trabalhei em uma pequena escola de informática. Depois fui para Goiânia (GO) trabalhar na prefeitura, até passar em um concurso estadual em Tocantins, e fixar moradia em Palmas (TO)”, contou Penedo. Mas o sonho do guajaramiriense é poder retornar para a  “Perola do Mamoré”. “A saudade dos amigos e da família é grande”.

Como Paulo, outros jovens saíram em busca do sonho de melhorar a vida e acabaram deixando o município, que está localizado a 340 quilômetros de Porto Velho, na divisa com a Bolívia. Pensando neles é que a Associação Cultural dos Filhos e Amigos de Guajará Mirim (AFAG) resolveu promover um encontro dos guajaramirienses que residem foram da cidade. O evento anual já está na oitava edição e inicia hoje com uma passeata carnavalesca, a partir das 18h.

A programação segue no sábado e no domingo, quando será encerrado com um café da manhã musical na Casa do Ancião. Segundo o presidente da associação, Francisco Assumpção, a confraternização busca também discutir as questões sociais do município. “Vem pessoas de todas as partes do Brasil, inclusive da Itália e Austrália para incentivar a nossa cultura, o regionalismo e a sobrevivência do povo da Pérola do Mamoré”.

A expectativa deste ano é que participem cerca de seis mil pessoas. “Esperamos comemorar o reencontro com todas as pessoas da cidade durante o evento”. O 8º Encontro dos Filhos e Amigos de Guajará-Mirim terá entre as atividades, celebração religiosa, atividades de lazer, sorteio de brindes, entrega de cestas básicas, jogos e um jantar de confraternização.

Patrimônio

Guajará-Mirim é o segundo município criado em Rondônia, no início do século XX, durante a última e vitoriosa construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (1907-1912). Em Porto Velho começou a construção da ferrovia e a obra terminou em Guajará. A população da cidade é formada por descendentes de trabalhadores de várias nacionalidades e também sofre influência da Bolívia. Os visitantes da cidade vão encontrar um povo alegre e hospitaleiro.

A região abriga um grande número de povos indígenas e se destaca pela beleza da natureza. O município é área de zona franca. As compras e a oportunidade de conhecer a Bolívia, aonde o turista chega fazendo uma rápida travessia pelo Mamoré, também atrai visitantes.  O acesso ao município é pela BR-364, sentido Acre, até o distrito de Abunã, onde o visitante deve seguir pela BR-425. A estrada é asfaltada e apresenta boas condições de tráfego

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