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Enquanto uns tiram férias, outros percorrem Rondônia visando eleições de 2016

Se você for uma pessoa de cotidiano normal, ou seja, que trabalha pelo menos cinco vezes por semana e, tradicionalmente, tira férias no final do ano – seja para viajar explorando o Planeta Terra, seja para descansar apenas – compreende bem a importância de uma pausa.
Em determinado momento, o labor causará a enfadonha sensação de mesmice, de estar inserido contextualmente numa prosa repetitiva. É o tradicional. Mas se você é político e pretende lançar candidatura no ano que vem, principalmente se a ideia for chegar até a tão sonhada cadeira numa das prefeituras espalhadas Brasil afora, vive ou viveu há alguns dias atrás um dilema complicado.

Ficar e peregrinar por aí em pré-campanha, continuando a trabalhar e correndo o risco de não colher os dividendos esperados e nem sequer obter quaisquer vantagens sobre os prováveis adversários; ou sair fora, espairecer, curtir uma praia, uma badalação fugindo aos olhos dos eleitores?

 

A ala política de Rondônia não escapou à regra.
Como de praxe, as puxadas de tapete começam mesmo pra valer após as convenções. Antes disso, uma insinuação aqui, outra acolá, além das clássicas esbofeteadas prosaicas na situação. Resumidamente, os atuais prefeitos, principalmente os que já anunciaram a vontade de disputar reeleição, estão levando suas bordoadas direta ou indiretamente. Às vezes não é preciso que os pretensos candidatos mostrem suas caras para fazer críticas, porque administração boa em nosso País está mais para o adágio que versa sobre as pernas de cobra: existe, mas ninguém vê.
Mas além de ‘bater’ no chefe do Executivo Municipal, é preciso ter identidade política, principalmente no caso dos jovens que, apesar de já haver um traçado ideológico em suas incursões como legisladores, têm a provar – e muito – ao povo rondoniense. Os ‘raposões’ dispensam apresentações, uma vez que seus cartões de visitas já foram impressos por Porto Velho, por exemplo, que é a retratação fiel de suas intenções.
E é justamente por conta dessa realidade mórbida que se repete a cada gestão sem avanços significativos. é que faz toda a diferença um pequeno gesto como ficar e encarar mais desafios, buscando voto a voto, ainda que não exista nada de nobre numa abdicação exclusivamente política. Seria, antes de qualquer coisa, uma ótima oportunidade de demonstrar, mesmo que de maneira má intencionada, que compreende e faz questão de passar pelo mesmo suplício suportado pela população da cidade que pretende comandar por quatro anos.
E aí, candidato, vai ficar e agonizar nas valetas e córregos imundos de tanta sujeira no município das Três Caixas D’Água ou viajar para curtir o belo mar de Cancún?

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