Metade das estudantes que tentam emagrecer está no peso ideal
sábado, 28 de agosto de 2010
Um levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado nesta sexta-feira (27), que avalia o estado nutricional de cerca de 60 mil estudantes do 9º ano do ensino fundamental do país, mostrou que 51,5% das alunas que tentam emagrecer estão, na verdade, com o peso adequado.
De acordo com o estudo, chamado Pense (Pesquisa Nacional de Saúde Escolar), o principal problema nutricional verificado entre os estudantes foi o excesso de peso.
O esforço para emagrecer sem precisar, que afeta metade das meninas, também atinge os estudantes do sexo masculino. Dentre todos aqueles que tentam baixar o peso, 29,8% estão com o peso certo.
Por outro lado, quase todos os alunos que tentam ganhar peso não têm necessidade de fazer isso. Dentro todos os meninos e meninas que se esforçar para aumentar a massa, 88,2% deles e 89,5% delas estão, na verdade, com um peso considerado ideal.
As atitudes dos adolescentes em relação ao próprio corpo é também reflexo da percepção que esses jovens têm de si mesmos. O IBGE perguntou aos jovens se eles se consideravam “muito magro”, “magro”, “normal”, “gordo” ou “muito gordo”. O resultado também mostrou avaliação equivocada em grande parte dos casos.
Um total de 35,8% das meninas que se declararam “muito gordas” e 40% daquelas que se acham “gordas” estavam com o peso adequado. Para os homens, esse índice era de 21,5% e 16,3%, respectivamente.
O levantamento levou em consideração a percepção dos adolescentes com relação ao próprio corpo, pois, nessa fase da vida, existe uma “atenção especial para a formação da autoimagem do indivíduo”. Segundo o documento, isso pode ser um fator de risco à saúde “em virtude das atitudes tomadas em relação ao corpo, à alimentação e à atividade física”.
A pesquisa mostrou ainda que 23,2% dos estudantes avaliados estão com excesso de peso – sendo 16% com sobrepeso e 7,2% com obesidade. E a maior parte dos alunos, cerca de 74%, estava dentro do peso considerado ideal.
Além disso, verificou-se também que, em todas as capitais, as escolas privadas apresentam maiores níveis de obesidade na comparação com as de ensino público.


