Ambiente, Destaque

Leilão para construir usina no Pará é autorizado

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Roberto Messias, presidente do IBAMA e Carlos Minc Ministro do Meio Ambiente.

O projeto, marcado por desavenças entre o Ministério do Meio Ambiente e o de Minas e Energia, está previsto para ficar pronto em 2015, no Pará. Será a terceira maior usina do mundo.

A usina de Belo Monte teve o leilão para a construção autorizado pelo governo. Esse projeto, marcado por desavenças entre o Ministério do Meio Ambiente e o de Minas e Energia, está previsto para ficar pronto em 2015, no Pará. Será a terceira maior usina do mundo.

Na presença do ministro do Meio Ambiente, o presidente do Ibama, Roberto Messias, assinou a licença para a realização do leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte. No leilão, que deve ser em abril, será escolhida a empresa que vai construir a maior obra do PAC.

O projeto prevê a construção da hidrelétrica no Rio Xingu, em Altamira, no Pará. A usina teria capacidade de gerar 11 mil megawatts e inundaria uma área de 500 quilômetros quadrados.

Parte do curso do rio, na área conhecida como Volta Grande, ficaria com a vazão reduzida. Terras indígenas e populações ribeirinhas ao longo do Xingu seriam afetadas.

O Ibama estabeleceu 40 condições para que a usina seja construída. O empreendedor responsável terá que arcar com uma série de ações para compensar as famílias atingidas e o impacto ambiental. Entre elas, a construção de moradias, estradas e saneamento, a um custo estimado de R$ 1,5 bilhão.

Há mais de 20 anos, o projeto, estimado em R$ 30 bilhões, gera polêmica. Em 2008, um engenheiro da Eletrobrás foi atacado por índios contrários à usina, em uma audiência pública em Altamira. Sete ações na Justiça tentam impedir a obra.

O ambientalista Raul do Valle argumenta que os estudos não são suficientes para prever o impacto da obra na região.

“Liberar essa licença sem ter certeza do que vai acontecer é um tipo no escuro e, portanto, uma temeridade”, disse.

Para o ministro Carlos Minc, os estudos feitos até agora são suficientes.

“Quem quiser fazer um projeto desse tamanho, tem que fazer todos os programas de preservação. Se houvesse a possibilidade de um desastre ambiental, essa licença não seria dada, pelo menos na minha gestão”, disse ele.

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