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Falta de planejamento e estrutura causa tumulto em dia de pagamento no Itaú/Unibanco

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Um princípio de tumulto ocorreu na manhã desta sexta-feira (1/7), na agência central do Itaú/Unibanco, por conta da revolta de alguns dos trabalhadores da Odebrecht que atuam na construção da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, em Porto Velho. Cansados de esperar por um atendimento que já se arrastava por várias horas, alguns dos trabalhadores começaram a gritar, exigindo celeridade e qualidade no atendimento e, outros, chegaram a ameaçar tomar a arma de um dos vigilantes da agência, caso ele resolvesse ‘apaziguar’ os ânimos por vontade própria.

Somente com a presença de policiais da Ronda Bancária da PM é que o clima de crise foi minimizado.

Com a informação, dirigentes do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB/RO) imediatamente foram à unidade para verificar as denúncias e, principalmente, fazer a reclamação direta aos representantes da instituição financeira, a fim não apenas de promover um melhor atendimento mas, sobretudo, de garantir a segurança dos trabalhadores bancários e demais funcionários do banco.

Logo ao chegar ao local, os sindicalistas se depararam com uma imensa fila, que se estendia por toda e área interna e externa do banco. O tempo que cada pessoa levava para entrar na unidade, segundo denúncias dos próprios trabalhadores, era de mais de meia hora. Dentro da agência, mais uma eternidade para ser atendido, confirmando o total desrespeito com a Lei das Filas.

ACABOU O DINHEIRO

Ainda pela manhã, já próximo ao meio dia, o clima ficou ainda mais tenso com a notícia de que o dinheiro tinha acabado para fazer o pagamento. A empresa responsável pelo transporte do numerário ainda estava chegando, o que acirrou os ânimos ainda mais.

“Como pode um banco, que lucra mais de R$ 13 bilhões ao ano, insistir em demitir injustamente seus funcionários e ainda promover uma migração gigantesca de contas para suas unidades, sem, contudo, proporcionar uma estrutura de mão de obra e local para atendimento a milhares de pessoas”, questiona José Toscano, diretor jurídico do SEEB e funcionário do Itaú/Unibanco, que acrescenta: “Esse tipo de tumulto está acontecendo todos os meses, e o banco, até o momento, não faz nada para acabar com esse caos que afeta a todos os bancários”.

FONTE: SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE RONDÔNIA

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