Hospital, lotérica, cartório de ofício, escolas, quartel, delegacia, supermercado, agropecuária, suinocultura e reflorestamento são alguns dos argumentos que o distrito de Extrema apresenta aos portovelhenses para se tornar o mais novo e pujante município de Rondônia.
Na luta pelo sim, da maioria no plebiscito do dia 28 de fevereiro a população de Extrema, localizada a 320 km de Porto Velho, mostra seu distrito e as inúmeras qualidades que a região oferece para se tornar o 53º município e ter como distritos: Nova Califórnia, Vista Alegre do Abunã e Fortaleza do Abunã. Extrema com cerca de 8 mil habitantes (maior entre os demais distritos vizinhos), acolhe moradores apaixonados pela região. O distrito pacífico e acolhedor, de terra produtiva para as lavouras de café, arroz e milho, tem grandes pretensões de crescer e se tornar um novo eldorado no Estado.
Valdirene Bernadi, comerciante, há 10 anos morando no distrito, se diz feliz em viver em Extrema, pois a região é muito acolhedora e tende a crescer ainda mais quando se tornar município, com a ajuda da população da Capital. “A arrecadação de Extrema é considerável e se tornando município as riquezas da região ficariam aqui mesmo”, afirma a comerciante.
Vilson Alves, pintor, oriundo de Cacoal há cerca de 5 anos, se considera um homem realizado por morar em uma região pacífica, que tem todas as qualidades de se municipalizar e crescer muito mais. “O distrito tem cara de município com telefonia, representação de ensino, laboratório e muitos empregos”, conclui o pintor.
José Firmino dos Santos, aposentado, há 23 anos em Extrema, diz que o distrito é referência aos demais distritos vizinhos, pois é o que apresenta maiores recursos, sendo forte na criação de gado de corte. “Nasci há 83 anos em Rio Grande do Norte, vim para Extrema quando moravam apenas 6 pessoas na região, hoje tenho a necessidade de ver o distrito se tornar município, pois ao longo dos anos ele é referência na região”, conclui o aposentado.
Antônio Silva, comerciante, diz que a distância para Porto Velho (230 quilômetros), fica bem difícil para os moradores da região, que muitas vezes preferem recorrer a Rio Branco que está a apenas 180 quilômetros de Extrema. A distância promove a saída dos jovens que buscam empregos nos grandes centros, seja Porto Velho ou Acre. “Espero que com o plebiscito (consulta popular) do dia 23 de fevereiro, os moradores da Capital olhem por nós e nos dê a chance de sermos independentes”, desabafa Silva.
Entretenimento
A prova do laço é umas das atrações da região durante o verão amazônico. Jorge Brito, comerciante, nascido em Extrema, diz que há leilões de gado de corte na região em intervalos de quinze dias, já a prova de laço é considerada a maior festa da região, atraindo a população dos demais distritos vizinhos. “É importante a municipalização de Extrema, pois é necessário que as riquezas da região fiquem aqui e não sejam simplesmente repassadas a Porto Velho”, afirma o comerciante.


