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Engenheiro Agrônomo fala sobre a importância dos alimentos orgânicos

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Nos período de 29 de maio a 5 de junho a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril
do Estado de Rondônia (Idaron) estará participando da VII Semana Nacional da Agricultura Orgânica, realizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com diversas organizações.

O Ministério da Agricultura realiza uma campanha nacional, que esclarece a população
sobre os benefícios ambientais e nutricionais dos orgânicos. Durante essa semana, serão
promovidas atividades em quase todos os Estados do Brasil.

O engenheiro agrônomo da Idaron de Cacoal, Adson dos Santos Ribeiro, alerta sobre
a importância desses alimentos. “A agricultura orgânica não é apenas um processo de
cultivo que culmina em produtos saudáveis, de alto valor nutricional e sem qualquer tipo de contaminantes. Ela também contribui para a criação de ecossistemas mais equilibrados, ajudando a preservar a biodiversidade, os ciclos naturais e as atividades biológicas do solo”, afirma.

“Além disso, existe outro aspecto da agricultura orgânica que vai além da preservação da
qualidade dos produtos ou do meio ambiente. Ela é uma grande aliada da agricultura de baixo volume, como a agricultura familiar”, explica o agrônomo.

“A aplicação dos princípios agroecológicos na pequena propriedade rural consegue aumentar sua sustentabilidade econômica-financeira, aumentando os benefícios para o agricultor, sua independência no uso de energias não renováveis e a preservação de sua identidade cultural e da sua condição de saúde, uma vez que não faz uso de elementos prejudiciais ao homem.

Assim, fica claro que os benefícios do consumo de produtos orgânicos não se refletem apenas em nossa saúde. Na verdade, quando optamos por esses produtos ajudamos a fortalecer a sustentabilidade de uma cadeia de suprimento ecológica e comercialmente justa”, conclui Ribeiro.

Entenda mais

O que são produtos orgânicos?

Os produtos orgânicos são o resultado de um processo de cultivo sustentável que prevê o
manejo adequado da terra e dos recursos naturais baseado nos princípios agroecológicos.

A produção é feita sem o uso de sementes geneticamente modificadas, pesticidas, herbicidas, fungicidas e também não há geração de resíduos que poluam a água e o solo.

Para os artigos processados, como cosméticos e itens de vestuário, é proibido usar no
processo de fabricação: radiação, ingredientes geneticamente modificados, conservantes
químicos (exceto os previstos pela legislação), derivados de petróleo e outros. Todas essas
restrições buscam manter a integridade dos insumos.

Assim, produtos “in natura” e insumos para processamento só são considerados orgânicos se cultivados seguindo todas as regras do plantio orgânico estabelecidas pela legislação brasileira e internacional.

Sobre as certificações

Os produtos orgânicos devem ser certificados por um Organismo de Avaliação da
Conformidade Orgânica credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Atualmente estão previstas dois tipos de certificações: Certificação por Auditoria e os Sistemas Participativos de Garantia.

A certificação por auditoria é o procedimento mais usado em todo o mundo. As certificadoras, baseadas em procedimentos e critérios nacionais e internacionais, avaliam periodicamente a conformidade da produção e certificam sua adequação aos requisitos.

Já os sistemas participativos de garantia são fundamentados na responsabilidade coletiva dos membros do sistema, geralmente composto por produtores, consumidores, técnicos e outras pessoas com interesse em melhorar os aspectos relacionados ao tema.

Mas nem todos os produtos orgânicos apresentam certificação. Reconhecendo a importância da agricultura familiar, a legislação brasileira criou uma exceção e autorizou o comércio de produtos orgânicos diretamente ao consumidor, desde que o produtor esteja vinculado a uma Organização de Controle Social – OCS. Essa, estabelecida formal ou informalmente, deve garantir o acesso dos consumidores às suas propriedades, dando transparência ao processo.

Como identificar um produto orgânico

Antes de comprar, é preciso saber reconhecer se um produto foi produzido segundo as
melhores práticas agroecológicas. Os produtos orgânicos são essencialmente classificados
segundo a quantidade de insumos orgânicos que possuem. Em geral, produtos certificados
apresentam selos identificando a natureza da certificação.

Assim, da mesma forma que é importante ler os rótulos dos produtos que compramos, também é importante entender as classificações dos produtos orgânicos. Veja abaixo como estão classificados hoje:

Produto 100% Orgânico: produto “in natura” cultivado seguindo todas as regras
da produção orgânica;

Produto Orgânico: o produto contém, pelo menos, 95% de ingredientes
organicamente produzidos, excluindo água e sal;

Produto feito com ingredientes orgânicos: o produto contém, pelo menos, de
70% a 95% de ingredientes orgânicos;

Produto Natural: o produto contém menos de 70% de ingredientes orgânicos, mas
segue as mesmas regras usadas para os produtos orgânicos processados.

Cabe ressaltar que algumas certificações vão além da quantidade de insumos orgânicos
que um item apresenta, garantindo também sua origem baseada nos princípios da economia solidária e do comércio justo.

Do tradicional para o orgânico

Inserir produtos orgânicos em nossa rotina é muito saudável e responsável. Não só porque o sabor e o aroma desses produtos são fantásticos, mas também porque incentivar seu comércio preserva os recursos naturais, a fauna e a flora local, além de melhorar nossa qualidade de vida.

Mas se você ainda tem dúvidas sobre os benefícios dos orgânicos em relação aos produtos
tradicionais, seguem abaixo algumas considerações:

Só acrescentamos certos tipos de toxinas ao nosso organismo após a criação
da agricultura moderna. Antes, todos os alimentos eram produzidos de forma orgânica
respeitando os ciclos naturais. Hoje, encontramos de tudo o tempo todo, mas não com a
mesma qualidade;

Agrotóxicos e fertilizantes agrícolas são grandes poluidores de rios e lençóis
freáticos. Mesmo assim, um pequeno agricultor tradicional não consegue competir com as
grandes produções sem usá-los. Competindo na agricultura tradicional, ele se sujeita ao
poder de barganha de grandes compradores e, assim, as receitas sofrivelmente crescem,
fazendo o agricultor aumentar o uso de agrotóxicos e adubos químicos para aumentar a
produtividade;

Monocultura é contrária à biodiversidade. Áreas gigantescas cultivando o mesmo
tipo de produto tornam o sistema frágil e suscetível a fatores externos de desequilíbrio, o
que aumenta a necessidade de agrotóxicos e fertilizantes.

Assim, os benefícios do consumo de orgânicos vão além da melhora em nossa alimentação,
promovendo também mudanças positivas em toda essa cadeia produtiva.

Referência:

Site Prefira Orgânicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

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