Empresário de Jaru é preso por fraude financeira na compra de carros
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Um empresário de Jaru foi preso pela Polícia Federal suspeito de envolvimento em fraudes contra o sistema financeiro nacional. As investigações começaram há cerca de 20 dias culminando no sábado com a prisão do empresário conhecido na cidade como Alair, da Cerealista Jataí.
Com ele foram apreendidos C4 Citroën, placas ZXY-2274 de Manaus, e um Fiat Uno MQL-5027 de Jaguaré/ES, obtidos através de fraude financeira.
A Polícia Federal reforçou a “Operação Finan” no dia 23 último, quando policiais rodoviários federais após desconfiar que algo de estranho, ocorria com o motorista Ray Santos Arruda, 35 anos, natural de Minas Gerais e dizia ser residente na cidade de Ariquemes descobrindo que o veículo que Ray conduzia era clonado.
O verdadeiro carro foi roubado em Porto Alegre-RS em fevereiro de 2008. Ray Santos foi encaminhado para a sede da Polícia Federal sob a suspeita de fazer parte de uma quadrilha de ladrões e clonadores de veículos roubados.
Conforme esclareceu um dos integrantes da equipe da PRF, a apreensão do veículo modelo Civic, placas MFM 7928 da cidade de Blumenau (SC), ocorreu às 10h do dia 23, em uma blitz de rotina. Ao ser parado, como é normal acontecer, foi solicitado à documentação pessoal e do carro.
Durante a revista foi observado que alguns números do citado carro haviam sido modificados, caracterizando assim forte indicio de clonagem, confirmada depois.
O delegado da Polícia Federal Dr. Luciano Paturi, informou que a prisão de Alair, da Cerealista Jataí, que foi recolhido ao sistema presidiário da cidade, é o fio da meada, para se chegar a outros envolvidos.
Durante as investigações dos agentes federais, os indícios de envolvimento do acusado estavam evidenciados, como de outras pessoas que estão sob investigação.
Esquema
O esquema para fraudar o sistema financeiro consistia em adquirir veículos novos e últimos modelos, de forma fraudulenta, forjando documentação de pessoas incautas, que entregavam seus documentos para as montagens com dados falsos de situação econômica e financeira nos pedidos de financiamentos, recebendo em troca alguns trocados. Estas pessoas ingênuas a partir deste instante se passavam a ser “laranjas” no crime de fraude.


