Destaque, opinião

Dia dedicado as mulheres, mas sem muito o que comemorar

sábado, 6 de março de 2010

Mais um ano iremos comemorar o Dia Internacional das Mulheres, 8 de março é o único dia do ano dedicado a elas que não medem esforços e dedicação para tornar nossos dias melhores. Mulheres de fibra, coragem, perseverança, que cuidam de suas casas, filhos, marido, mercado, trabalham, estudam, e ainda encontram tempo para cuidar delas próprias.

Mulheres como a Coordenadora Regional de Recursos Humanos Suzana dos Santos Oliveira, que trabalha em uma concessionária de motos em Cacoal, e coordena mais quatro filiais no Estado, onde trabalham aproximadamente 120 homens. Segundo a coordenadora ela nunca sofreu nenhum tipo de discriminação por trabalhar e comandar tantos homens, “eles me respeitam pelo o que eu sou e não pela minha posição profissional” disse.

Ou como a Gerente Geral de um Centro Automotivo Aline Lovo, que tem sobre seu comando nove homens. Segundo Aline quando ela assumiu a gerência, não teve problemas com seus colegas de trabalho, o que sentiu foi uma resistência em relação aos clientes que chegavam procurando “o gerente”, e só quando ela demonstrava ter conhecimento sobre o assunto é que passavam a respeitá-la e escutá-la sem desconfiança.

Já para a trainee de peças de uma concessionária de motos, Aline de Souza Reis sua maior dificuldade foi o relacionamento. De acordo com a trainee quando começou seu treinamento, os homens que a ensinavam faziam com que ela se sentisse incapaz de realizar o trabalho e ela saia de lá com essa certeza, com o tempo foi se aperfeiçoando e hoje não vê lugar melhor para trabalhar, “os homens deve nos respeitar mais, nós não somos frágeis, deve nos olhar com mais amor, pois não somos menos que eles e tão pouco incapazes” frisou Aline.

Mas a realidade é que esse respeito tão almejado por todas as mulheres está bem longe de ser alcançado. Segundo estatística da Delegacia Especializada de defesa da Mulher e da Família (DEDMF), só no ano passado foram registradas aproximadamente 760 ocorrências de crimes cometidos contra a mulher, este ano já passam dos 260 boletins registrados, todos previsto na Lei Maria da Penha. A certeza que nós mulheres podemos ter é que esse respeito e reconhecimento infelizmente estão bem longe de serem alcançados.

Matéria: Magda Rocha

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