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Cadeia pública é uma bomba relógio

quinta-feira, 16 de julho de 2009
A casa de detenção está superlotada, e os presos não tem atividades de ressocialização

A superlotação da cadeia pública de Espigão do Oeste é uma realidade que vem passando despercebida diante dos olhos da sociedade. Todos sabem que a antiga delegacia de Policia de Espigão do Oeste que foi transformada em cadeia pública não tem condições físicas para abrigar a quantidade de presos que comporta atualmente. Com um total de quatro celas no pátio interno,  mais duas construídas junto ao corpo administrativo e de uso exclusivo para menores e mulheres,  mais duas celas no pátio externo que abrigam os sentenciados do regime semi aberto, são 94 presos. Um número muito acima da capacidade, que seria de 40 detentos. Todo esse universo é mantido em paz graças ao trabalho do diretor Raimundo, que é muito respeitado pelos encarcerados devido a sua política de boa vizinhança.

Proibindo dentro dos limites, mas também sendo humano dentro das suas competências, com isso o diretor Raimundo conseguiu criar um clima de cordialidade e respeito mutuo entre os detentos. O trabalho de vigilância é feito por agentes penitenciários todos profissionais e concursados e tecnicamente treinado para fazerem esse tipo de trabalho. Um circuito de TV interno também auxilia nessa vigilância que é mantida 24 horas. Dentro do presídio os detentos tentam se adaptar ao meio como podem, pela falta de espaços dentro e fora das celas,  não existe muita opção de lazer, a única distração dos presos e o banho de sol.

Atualmente devido à superlotação das celas e os problemas com a fossa, o uso da água foi restrito a horários determinados para evitar o desperdício e acelerar o enchimento da fossa. Fomos informados que através de uma parceria com a prefeitura, os presos são atendidos com a visita de um médico que vem uma vez ao mês para atender os detentos no presídio. O atendimento de emergência é feito pelos próprios agentes que utilizam a viatura do presídio para conduzir os detentos até aos hospitais dentro ou fora do município.

Atendimento dentário também é oferecido aos presos. Cursos também são realizados na busca da ressocialização.  Recentemente foi concluído o curso de eletricidade, voltado para o conserto de eletrodomésticos. O curso que atendeu a 16 detentos foi realizado pelo Sitracon, em parceria com a prefeitura, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, SEMAS.

Apesar do visível perigo que é esse aglomerado de homens ávidos pela liberdade a qualquer custo, a direção do presídio vai administrando esse conflito de mentes com muita maestria, expondo diariamente aos perigos da profissão, mas cumprindo o seu dever de proteger a sociedade. Mas até quando?

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