Take a fresh look at your lifestyle.

De aposta a exemplo: Bruno Caboclo passa experiência em projeto da NBA

Jogador do Toronto Raptors, de 20 anos, trabalha como técnico no Basquete Sem Fronteiras durante o fim de semana do All-Star e mantém paciência para engrenar

Por Eduardo Orgler e Thales SoaresToronto, Canadá

No fim de semana do All-Star Game, um evento em outro ponto de Toronto contou com a presença de um brasileiro da NBA, a liga americana de basquete. Aos 20 anos e em sua segunda temporada com o Toronto Raptors, Bruno Caboclo teve a chance de ser um dos técnicos do Basquete Sem Fronteiras, que reuniu 53 jovens de 27 países para uma clínica de três dias.

Bruno Caboclo diante de uma das lojas itinerantes de produtos do All-Star Game (Foto: Thales Soares)Bruno Caboclo diante de uma das lojas itinerantes de produtos do All-Star Game (Foto: Thales Soares)

Foi em uma edição desse evento, um projeto da NBA para garimpar talentos, realizado em 2013 em Buenos Aires, que Bruno Caboclo despertou o interesse de gerentes de franquias da liga, sendo eleito o melhor jogador. Seu desempenho chamou a atenção e fez com que fosse acompanhado de perto. No ano seguinte, os Raptors o escolheram na 20ª posição do Draft.

– Acho que isso é importante para mostrar que não é só jogando nas universidades americanos que se consegue chegar na NBA. Procurei mostrar para eles que todos têm chances. Precisa trabalhar forte – afirmou Caboclo, que recebeu domingo a visita do compatriota Raulzinho, do Utah Jazz, participante do Jogo dos Calouros.

Bruno Caboclo e Raulzinho no Basquete Sem Fronteiras (Foto: Divulgação)Bruno Caboclo e Raulzinho no Basquete Sem Fronteiras (Foto: Divulgação)

Em duas temporadas na NBA, no entanto, o brasileiro ainda não deslanchou. Ele disputou apenas 11 jogos pelos Raptors e passou boa parte do tempo na D-League (liga de desenvolvimento da NBA), principalmente nos últimos meses com o Raptors 905. Nessa competição, vem se saindo bem, com médias de 13,6 pontos, 5,8 rebotes e 1,8 toco, em 32,5 minutos de quadra.

– Tem sido bom (jogar nos Raptors 905) para pegar leitura de jogo. Só no treino não adianta. Isso ajuda a me sentir mais confortável. Hoje, não tenho mais problema de adaptação. O time é bom e tenho poucas chances. Mas no começo a linguagem do jogo era complicada. Quem vem da universidade leva vantagem – explicou.

Ao viver a experiência de estar próximo do evento festivo da NBA, Caboclo coloca sua participação no jogo principal como uma meta na sua carreira. Da mesma forma, como fazer parte da seleção brasileira, quem sabe sendo convocado para disputar uma edição dos Jogos Olímpicos.

– Participar do All-Star Game e disputar os Jogos Olímpicos pela seleção brasileira fazem parte dos meus sonhos. Sonho com a seleção desde pequeno e quero integrar o grupo e ajudar o meu país – comentou Caboclo.

 Participar do All-Star Game e disputar os Jogos Olímpicos pela seleção brasileira fazem parte dos meus sonhos”
Bruno Caboclo

Sem muitas oportunidades de vir ao Brasil, sem ter um contato frequente com os outros brasileiros da NBA, Caboclo tem a companhia dos parceiros de time, especialmente Lucas Nogueira, o Bebê. No entanto, quando teve a chance de conhecer Nenê, estabeleceu uma conexão interessante para aprender mais sobre a liga.

– O Bebê conhece mais os outros brasileiros por causa da seleção. Tive um contato maior com o Nenê. A gente jogava videogame juntos (futebol) e ele é bom. Perdia muito para ele. Quando o conheci perguntei como havia sido a sua chegada. Disse que foi difícil, precisou matar um leão por dia e treinou forte sempre. Lembrou que todo ano 60 novos jogadores entram na liga (escolhidos no Draft) e que uma hora vou ter a minha chance – comentou Caboclo.

Comentários
Carregando...