Capa, Espigão do Oeste

Usina de Calcário volta a produzir

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Interditada há  dois anos a usina de calcário de Espigão do Oeste volta a produzir 3,5 toneladas por mês.

A produção estava paralisada desde março de 2008 quando foi interditada pelo IBAMA. Uma comitiva composta pelo secretário executivo da EMATER Sorrival de Lima e o secretário de agricultura do Estado Evaldo de Lima visitaram a usina localizada a 50 km de Espigão do Oeste. Segundo Sorrival de Lima secretário executivo da EMATER a agricultura familiar será a maior beneficiada com a volta da produção de calcário na usina, “durante estes dois anos nossos agricultores sofreram bastante com o fechamento da usina agora os pequenos produtores não irão mais pagar pelo frente do calcário, iremos viabilizar o transporte”, afirmou Sorrival de Lima.

De acordo com Sorrival a fechamento da usina prejudicou muito os pequenos agricultores, tanto que o Estado sentiu uma queda de produção e produtividade da agricultura familiar, “os pequenos agricultores foram os mais afetados, foram dois anos praticamente sem acesso ao calcário, comprar de outros estados é praticamente inviável para a agricultura familiar,” afirmou Sorrival. Atualmente as maquinas da usina trabalham a base de óleo diesel, com a utilização de energia elétrica os custos da produção cairá cerca de 50%. 

A usina tem uma jazida de aproximadamente 250 milhões de toneladas de calcário para explorada por cerca de 200 anos. De grande utilidade na correção da acidez e por melhorar o aproveitamento dos nutrientes do solo, o calcário é muito procurado pelos agricultores que querem melhorar suas terras e a produtividade. Segundo o secretário executivo da EMATER Sorrival de Lima a produção inicial para estes próximos meses alcançara a média de 3,5 toneladas por mês, “ate melhorarmos a estrutura das máquinas iremos produzir de 3 a 3,5 toneladas de calcário, depois iremos aumentando nossa produção gradativamente” ressaltou  Sorrival de Lima.

Após assinatura de convênio na última semana com a companhia de mineração de Rondônia (CMR) a EMATER ficou responsável pela operacionalização da usina que será administrada por Roni Peron que terá inicialmente 16 funcionários, “por enquanto ficaremos com essa quantidade de funcionários porque eles já vinham trabalhando aqui pela experiência vamos manter esse quadro posteriormente com a melhoria da estrutura iremos precisar de mais gente chegando ate 20 funcionários”, citou Roni Peron. O calcário será oferecido ao preço de 40 reais a tonelada, o frete ate as cidades não será cobrado para pequenos produtores, o transporte será viabilizado pela EMATER que firmará convenio com as prefeituras para que a agricultura familiar receba o produto.

Fonte: rondoniadigital.com/ Fábio Diniz

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