Obras da usina já empregam 5.200 trabalhadores em três turnos.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
As obras de construção da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira (RO), em Rondônia, estão em ritmo acelerado. São três turnos de trabalho, com 5.200 trabalhadores envolvidos, revezando-se 24 horas por dia. O grupo empreendedor da usina, o consórcio Santo Antônio Energia – formado por Odebrecht, Andrade Gutierrez, FURNAS, Cemig e Fundo de Investimentos e Participações Antônio Energia -, está disposto a exigir ressarcimento de prejuízos, caso fique comprovado, no futuro, que a redução da distância de Jirau, a outra usina do Rio Madeira, causa prejuízos à operação de Santo Antônio.
A disposição de exigir ressarcimento por possíveis prejuízos na operação da usina foi manifestada pelo presidente da Santo Antônio Energia, Roberto Simões, ao falar do início da etapa de concretagem nas obras na última sexta-feira.
Quando acontecer o problema, e se acontecer, vamos ter que sentar e analisar e ver se, realmente, alguma perda de eficiência que Santo Antônio vier a ter foi causada por Jirau. E então, ao mostrar que foi causada em função da mudança do local de Jirau, com certeza, a responsabilidade é da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) de fazer os devidos ressarcimentos a Santo Antônio – destacou Simões.
O consórcio questionou desde o início o fato de o grupo que venceu o leilão para construir Jirau ter alterado o projeto, reduzindo sua distância em relação à usina de Santo Antônio de 110 quilômetros para 100 quilômetros. O executivo disse não saber se ocorrerá algum problema com Santo Antônio nem qual será sua dimensão, mais deixou claro que o grupo continua com as preocupações:
Na questão técnica, temos dúvidas se um novo local de Jirau trará impacto ou não. Achamos que pode vir a trazer. A Aneel disse que não, então, se tivermos problemas, ela vai arcar com as responsabilidades.
Na questão técnica, temos dúvidas se um novo local de Jirau trará impacto ou não. Achamos que pode vir a trazer. A Aneel disse que não, então, se tivermos problemas, ela vai arcar com as responsabilidades.
Independentemente dessas dúvidas, o grupo toca as obras de Santo Antônio em ritmo acelerado. Na última sexta-feira, foi iniciada a fase de escavação para a concretagem numa área do lado direito do Rio Madeira, onde será construída a casa de força. O início da concretagem foi antecipado em oito meses em relação ao prazo previsto.
Na casa de força serão instaladas oito das 44 turbinas do tipo bulbo que formarão o conjunto da usina. A estimativa é que sejam lançados nesse local nada menos que 600 mil metros cúbicos de cimento. Paralelamente às obras da casa de força, do lado esquerdo do Rio Madeira o grupo corre acelerado na construção do futuro vertedouro.


