Proibido pela Caixa Econômica Federal depois que um grupo ganhou o prêmio da Mega-Sena mas não levou porque o jogo não havia sido registrado pela lotérica, os famigerados bolões passaram a ser vistos com desconfiança pelos apostadores. A situação do grupo de amigos que dormiram pensando estar milionários e no outro dia descobriram que continuavam pobres desanimou os jogadores e decretou o fim dos bolões pela Caixa.
O fato ocorreu na cidade de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, e apesar de alguns dos componentes do grupo terem entrado na justiça para recuperar o prêmio de R$ 53 milhões, já foi anunciado que a cópia da cartela com os números premiados não vai ser considerado.
A gerente da Casa Lotérica Zebrinha, Rosilda dos Santos, relata que com a divulgação do caso de Rio Grande do Sul as pessoas ficaram apreensivas em fazer jogos, algumas chegam com brincadeiras desagradáveis e confundem a seriedade do trabalho desempenhado pela Lotérica.
“Algumas pessoas chegam perguntando se o jogo será mesmo registrado ou não, jogam piadas dizendo se aqui vende bolão sem registrar, o fato que aconteceu no Sul trouxe transtornos para nós, porque o erro foi de uma pessoa e não da rede credenciada”, desabafou
O fato fez com que o funcionário público Marcones Silva descartasse de vez os bolões: “Sempre comprava bolões, mas tinha uma certa desconfiança, mesmo assim apostava, porém depois do que aconteceu o bolão para mim acabou”, enfatizou. Para o operador de máquinas pesadas Carlos Magno Oliveira, a atitude da Caixa foi correta, pois nunca se tem a certeza de que esses jogos são realmente lançados no sistema. “Isso pode ter ocorrido por diversas vezes, ma ninguém denunciava, comprei bolões algumas vezes e me arrependo, pois não sei quantas vezes fui enganado”, disse o homem.
O autônomo Manoel Ferreira conta que nunca havia apostado em bolões, pois não contava com a confiança do serviço e considera ainda que muitos agiam de má fé. “Nunca participei porque não achava seguro e tenho certeza que muitas pessoas já foram enganadas com a compra de bolões”, acrescenta Manoel.


