<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Rondônia digital &#187; Artigo</title>
	<atom:link href="http://rondoniadigital.com/arquivo/artigo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://rondoniadigital.com</link>
	<description>Notícias de Rondônia</description>
	<lastBuildDate>Fri, 18 May 2012 18:28:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Confúcio Moura: O POSTE QUE VIROU ÁRVORE</title>
		<link>http://rondoniadigital.com/artigo/confucio-moura-o-poste-que-virou-arvore/</link>
		<comments>http://rondoniadigital.com/artigo/confucio-moura-o-poste-que-virou-arvore/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 31 Jan 2010 22:09:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://rondoniadigital.com/?p=16241</guid>
		<description><![CDATA[<p>Minha cabeça está pegando fogo. Mas, também, com toda razão. É muita coisa que se vê e que não se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha cabeça está pegando fogo. Mas, também, com toda razão. É muita coisa que se vê e que não se consegue explicar. Nem gosto de ler muita coisa de filosofia. Aí recaio mesmo ao fundo do poço. A cabeça sai fumaça. Explicar as razões da vida. A beleza como a expressão da verdade. A velhice, a harmonia, o amor, sorte, acontecimentos. Por tudo isto que muitas vezes creio que a ignorância é oitavo sacramento. Por não existir o oitavo sacramento a ignorância deve ser boa, justamente, para não se esquentar a cabeça com explicações filosóficas e nem com os eventos chocantes. E a vida paira como ela é. Aí sim, vive-se em estado de natureza.</p>
<p>Quem liga computador de vez em quando, deve ter recebido uma mensagem viral chocante – um poste de luz que virou um pé de ipê florido. A imagem é chocante, quem a viu ficou mais ou menos aloprado por alguns segundos, só de imaginar o crime imperfeito – o de cortar o topo de um ipê adulto, ornamentando a rua e transformá-lo num mortificado poste.</p>
<p>O poste ressuscitado em Porto Velho correu o mundo. Veio a mim, pela primeira vez, de uma amiga que mora em Portugal. Nem imagino como deve ter varrido os céus e a terra pelas nuvens de iluminação da Internet. E Porto Velho com isso teve um glamour de uma cidade milagrosa. Quem sabe este poste florido não vire romaria de fé tal o milagre do seu renascimento? O milagre aconteceu. A cidade encheu-se de glórias inesperadas, nem de longe nas promessas de campanhas, nem o Presidente, Governador ou Prefeito abordaram em 2004 o tema das usinas do Madeira, nem água e esgoto para todos, nem viadutos, habitações populares e tantas outras atividades empresarias tão sólidas. As flores do ipê renascido moveram as montanhas das insensibilidades políticas de Brasília, para enxergarem mais longe, nas águas do Rio Madeira, o maná da energia elétrica de suas águas. O ipê moveu a montanha. Quem sabe que por indução, o fio de cobre, no corpo da árvore, produziu uma nova crença vegetal, forte demais capaz de expressar as vozes de todo o Estado. A flor do ipê foi também um grito. Um brado retumbante na forma da flor amarela. A flor que virou voz.</p>
<p>A cidade continuaria a mesma. Aquela empurrada pelo seu vertiginoso crescimento natural e torta sumiria de vistas nas improvisações de bairros novos. Aflitos engoliriam seus gritos pela força do silêncio providencial. E nada aconteceria se não fosse o milagre do poste de luz. Até as Caixas d’Águas ficaram na ansiosa expectação da perda das suas coroas de símbolo mágico da cidade de Porto Velho.</p>
<p>Fiquei remoendo este acontecimento fenomenal com imensa desconfiança. Como se sabe, hoje em dia, o computador também faz milagre a cada minuto. Como se fosse um ilusionista perfeito. Os hackers invadem bancos, ganham senhas, entram no Pentágono, descobrem segredos de Estado, criam cenários, modificam outros. Apagam memórias. Acendem outras. Bem que o ipê poderia ser ilusão gráfica de computador. Uma montagem.</p>
<p>Não é o que aconteceu com o poste florido. Este ficou exposto na estação de suas flores para calar quaisquer suspeitas. O que quis dizer esta árvore ao seu algoz? Aquele que a decepou copa e galhos sem o menor remorso? E a deixou tombada como se morta estivesse? E se foi, aparentemente transmutando a sua utilidade de viver para uma função secundária de um mero suporte de fios de cobre. Só sei dizer que a carga de energia era muito grande, a energia da vida, que as veias abertas fecharam-se de novo.</p>
<p>O movimento de sobe e desce da seiva rica persistiu. A ordem forte das raízes para suportar o peso da tragédia. O reordenamento e o aprendizado da casca para realizar fotossíntese. A reconexão dos eixos neurais da planta. O reaprendizado natural que o infortúnio ensina. A fisioterapia da suave reabilitação. A redução do gasto de energia com a respiração. A árvore hibernou por algum tempo com sabedoria imensa. Tal qual o homem escravizado, submete-se ao duro trabalho, a nova ordem e as humilhações, sem jamais submeter-se completamente. Com o ipê foi do mesmo jeito. Acomodou-se espertamente pra depois expressar com força máxima a sua arte.</p>
<p>E milagrosamente, com humilde bondade, deu flores ao homem. Com uma mensagem filosófica vasta e profunda, ou mesmo religiosamente cristã – a de dar a face direita a quem a esquerda esbofeteou. Outra ainda – flores amarelas ao mundo. Ou quem sabe, o mesmo que registra a Bíblia – a vara de Arão que floresceu.</p>
<img src="http://rondoniadigital.com/?ak_action=api_record_view&id=16241&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://rondoniadigital.com/artigo/confucio-moura-o-poste-que-virou-arvore/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>SERÁ QUE A PAZ EXISTE?</title>
		<link>http://rondoniadigital.com/artigo/sera-que-a-paz-existe/</link>
		<comments>http://rondoniadigital.com/artigo/sera-que-a-paz-existe/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 19:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://rondoniadigital.com/?p=14507</guid>
		<description><![CDATA[<p>Confúcio Moura </p>
<p>Temos que entender e aceitar que o homem é um animal.  E como um animal ele tem um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Confúcio Moura </strong></p>
<p><img class="size-full wp-image-14508 alignleft" title="confucio-moura3" src="http://rondoniadigital.com/wp-content/uploads/2010/01/confucio-moura3.jpg" alt="confucio-moura3" width="239" height="335" />Temos que entender e aceitar que o homem é um animal.  E como um animal ele tem um limite e a conveniência para ser racional ou irracional. De repente o homem sai do sério e vira bicho.  E vira bicho selvagem mesmo.  E me parece que o homem tem muita de vampiro. De morcego.  Adora sangue. Basta que se veja na rua um atropelamento, o sangue escorre e junta gente bem rapidinho como formiga num pires de doce.</p>
<p>Nem vou falar aqui do homem do tempo do macaco. Nem da pedra bruta e da pedra lascada. Porque certas tribos indígenas comiam os inimigos picadinhos. E tudo era bem normal. Até hoje, de vez em quando se vê criminoso que pica a vítima e esconde numa mala.  Tem outros que põem os pedacinhos na geladeira. Tem pistoleiro que mata por aluguel. E não sente piedade e nem dó. Alguns tem até um ritual. Deixa o corpo torrando com pneus e sai pra comer um pastel. Depois volta para misturar as cinzas com o lixo. Sem mais e nem menos. E a vida e morte continuam igualmente vidas e mortes.</p>
<p>De vez em quando vem uma guerra.  Uma guerra entre povos, maioria para escravizar gente. Tomar mulheres dos outros. Por causa de limite de terra, uma ilha sem importância. Um simples avião que penetra no espaço aéreo do outro. Vem a guerra.  Outras são guerras civis.  Não tem causa aparente, como a guerra civil brasileira, esta que existe todos os dias, surdamente existe. E gente morre no trânsito, de facada na barriga, de paulada na cabeça, de tiro na nuca, de chutes e de pisoteio. A guerra brasileira é fogo na roupa. Não sei agora lhes dizer quantos morrem diariamente no Brasil, mas, são milhares.  E tudo continua bem normalzinho. A gente repara de longe o corpo caído, coberto por jornal e ainda vai lá ver de perto a cara do morto. E sai dali bem aliviado e senta no primeiro barzinho para tomar um chope, já bem esquecido de tudo que aconteceu.</p>
<p>Os bichos na floresta são do mesmo jeito. Os mais fortes comem os mais fracos.  Os mais ligeiros comem os mais lentos. Os carnívoros comem os vegetarianos.  Tem uma lógica básica – só os fortes sobrevivem.  É a famosa lei da seleção natural. E fico reparando esta guerra sem fim de Israel contra os palestinos.  Uma guerra genética. O menino já nasce com raiva.  A criança é educada para uma vingança de toda a geração dizimada. O motivo aparentemente é um só – uma estreita faixa de terra chamada Gaza. A guerra por causa de conflito de terra.</p>
<p>Mas, o bicho homem pode ser educado.  Pode ser amansado. Mais ou menos como se doma um burro bravo.  Ou se doma um cão raivoso. A gente pode criar bons modos no homem. Desde pequeninho. A cultura da paz deve ser ensinada na creche. Na pré-escola. Quando um bichinho humano morder o outro, a babá tem que falar pra ele que não pode. Não pode. Não pode.  Quem morde é cachorro. Estas coisas assim.  E não pode parar nunca mais. Porque o homem deve ser domado desde cedo. O que pode e o que não pode. E repreendido.</p>
<p>A paz deve ser disciplina na escola. Ainda mais aqui no Brasil que anda meio destrambelhado. Que não se respeita a vida de outro.  Que se mata e chupa picolé.  E vai andando na rua bem leviano. E na escola também se deve castigar. Não murro na cara.  Mas, por exemplo, ficar sem o recreio.  Ficar meia hora depois do encerramento das aulas. Passar vídeos sobre a violência e a paz.  Porque não basta construir presídios. Não adianta se gastar tanto dinheiro para construir presídios para embrutecer ainda mais o homem. O presidiário geralmente já tem uma deseducação de berço ou vítima de uma exclusão social bárbara.</p>
<p>O Brasil não  é um país pacifico. Nós nos orgulhamos de não termos terremotos. Nem maremotos, nem vulcões, nem ciclones. Nem guerras tais quais a do Paraguai.  O Brasil é uma jóia de país pacífico. Graças a Deus. Só tem que nós brigamos é com nós mesmos.  Nós metemos o pau é em nós mesmos. Nós simplesmente nos matamos numa boa.  Este é um país varonil.  Deitado eternamente em berço esplêndido. Viva! Em lugar de presídio façamos escolas. E vamos educar a nossa juventude enquanto é tempo.  Educar com qualidade. Gastar dinheiro bem gastado.  E punir principalmente os pequenos delitos.  Não deixar nenhum crime sem a devida punição, por menor que seja deve ser punido.  Nem que seja com uma chicotada apenas.</p>
<img src="http://rondoniadigital.com/?ak_action=api_record_view&id=14507&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://rondoniadigital.com/artigo/sera-que-a-paz-existe/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Brincadeiras inesquecíveis. Por Confúcio Moura</title>
		<link>http://rondoniadigital.com/artigo/brincadeiras-inesqueciveis-confucio-moura/</link>
		<comments>http://rondoniadigital.com/artigo/brincadeiras-inesqueciveis-confucio-moura/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Dec 2009 14:31:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://rondoniadigital.com/?p=11218</guid>
		<description><![CDATA[<p>Enquanto se brinca o tempo passa. E passa velozmente. Eu venho do tempo que nós mesmos fazíamos os brinquedos. Eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto se brinca o tempo passa. E passa velozmente. Eu venho do tempo que nós mesmos fazíamos os brinquedos. Eu era expert para construir alçapões e arapucas. Um mestre.  Sabia fazer berimbau.  Finca e peão. Balanços de cordas atadas a galhos. Gangorras de pau roliço. Espadas de madeiras. Bola de pano ou bexiga de boi.  Estilingues. Carrinhos de buritis puxados a bois (falanges). Bola de gude era a preferida.  As pipas (arraias) a sumir de vista no céu azul.  No mais, além dos brinquedos eram as estripulias. A gente aprontava cada uma de matar pai e mãe do coração.</p>
<p>Como se vê hoje, menino não gosta da aula como ela é. Porque tem na rua muita motivação pra ficar ali. E não ir pra aula que é careta. Se a aula mudasse o seu jeito de ser, o menino iria pra escola com maior satisfação. Eu creio que se deve mudar o jeito de dar aula para as crianças. Dar aula brincando. Aula feliz.  Veja uma criança com um celular, sabe tudo, aprende rápido, dá show com qualquer geringonça eletrônica.</p>
<p>Certo dia Nobel meu irmão catou alguns cartuchos de pólvora da minha avó, fomos pra a praça meter medo nos casais distraídos.  Era pólvora no chão e fogo. Certo momento, ele despejou um cartucho inteiro no chão e riscou o fósforo. Foi uma explosão e tanta. Um avanço de fogo, feito saia vermelha rodada e sapecou os que estavam em volta. Ele saiu todo despelado, sem cabelo, rancou o coro da cara, até os beiços, assou o nariz por dentro e queimou a roupa. Ficou pretinho feito um satã.  Saiu em choro, não queria dizer a verdade e foi parar na palha de bananeira.</p>
<p>Nem tanta arte assim se pode aceitar. No entanto deixar a meninada à vontade, rolar no chão, sujar a roupa, fazer casinha de barro, lameiro pra construção de brinquedos, ter contato com a terra, correr descalço, subir em pé de manga, escorregar pelo galho, porque criança gosta de natureza, gosta de barro, gosta de árvore, gosta de aventura. Tem uma criação sem limites.</p>
<p>Foi Alice que me contou este malfeito, tempo de marcação do gado na fazenda, idos anos cinqüenta, Minas Gerais, Indaiá, Distrito de Passos. E o pessoal esquentando o ferro de marcar a rês e Biluca, Pipi e Zeca combinaram também para marcar eles próprios. Foram para um galpão ao lado, aqueceram a marca ao vermelho. E avisaram, quando eu marcar, vocês berram, pulam e peidam. Tudo certo? Certo. Sorteio caiu o Biluca. Ficou de quatro e lá vem o ferro em brasa. Aplicado no lombo direito, Biluca saiu que nem doido, aos gritos, marcado com M no lombo e que até hoje carrega esta tatuagem irreversível.</p>
<p>Aí é demais. Nem tanto. Deixe o menino correr solto. Faz bem para a ossatura dele. Músculo teso. Menino de hoje só quer saber de televisão. Xuxa e Angélica. Desenho animado e videogame. Puxa vida. Menino gordo. Fofo. Balofo. Preguiçoso. Mole. Não agüenta uma porrada e sai de esguelha que nem cachorro vira-lata.</p>
<p>Caminho da escola. Cada qual no seu animal, naquele tempo era assim, todo mundo ia pra escola a cavalo, a pé ou carro de boi.  Pipi como sempre encapetado, levou uma dúzia de ovos no alforje para a escola. No recreio enfio os ovos no cu da égua, um a um. Chamou a Tia Maroca – tia Maroca já viu égua botar ovo? Está bestando menino.  Deixe de brincadeira. Pois então venha ver. Colocou a sela na bicha e falou pode olhar! Ao apartar a barrigueira a égua foi botando os ovos pra fora. Ela apavorada – saiu gritando – Biluca, Biluca, fenômeno, fenômeno&#8230;</p>
<p>Essa aí sim, brincadeira criativa. Pode ser ensinada na escola. Duvido que a menina não vá gostar. Acredito que se professores ensinarem brincando o resultado será outro.</p>
<p>Socorro era magricela, bem disposta e não havia sacagem que ela não topasse. Minha avó Joaquininha fazia a cada 15 dias latas e latas de biscoitos e bolos. Guardava na dispensa a sete chaves.  Era só pra as visitas ou de quando em vez um sequilho para os netinhos esfomeados. A estratégia foi montada. Socorro subiria no teto, tiraria telhas, amarraria uma corda no caibro e desceria na dispensa.  Depois a gente puxava o produto do crime. Ela caprichava. E agente saia deixava tudo bem certinho. E plano deu certo. Avó entrava, olhava e saia falando &#8211; como é que estas quitandas tão acabando tão ligeiro? E nós quietinhos. Até que num determinado dia ela foi pega com a boca na botija. A velha entrou na dispensa na hora H. Lá de fora só ouvimos os gritos. A avó Joaquina com chicote couro de anta e desceu o pau na pobre da Socorro, que fez xixi na roupa e nós, do outro lado, vazamos mundo afora. Ficamos mais de mês sem voltar a casa dela.</p>
<p>Era a gente que fazia brinquedo. E o dia era curto. Nem falo do estilingue, capanga cheia de pedrinhas, saia por aí, matando bicho, preá, pombas, juritis, calango e tudo que mexia levava pedrada na cabeça.  Periquito a gente fazia era fieira.  Além de matar na pelota também pegava vivo com cola de jaca no tala da manga.</p>
<p>Agora, futebol eu nunca fui chegado, mas, já grandinho tinha o sonho de ser titular do Guarani.  Mas, não tinha coordenação e nem jeito. Um bola murcha autêntico. Certo dia, por falta de tudo, machucado de jogador, só sobrou eu. Vesti a camisa amarela com o número 3. Zagueiro. Lá vem o Zé de Ambrosina como um vento, sujeito era uma bala, e partir pra cima dele tirando enxofre da venta. Pensei “louvado seja Deus”. O que é que faço. Corri ao lado do Ambrosina, alcancei a bola. Dei um chutão bem forte, foi direto no canto- gol contra. Meu minuto de glória acabou pra sempre.</p>
<img src="http://rondoniadigital.com/?ak_action=api_record_view&id=11218&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://rondoniadigital.com/artigo/brincadeiras-inesqueciveis-confucio-moura/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Presunção de inocência: não aplicação às normas sobre inelegibilidades</title>
		<link>http://rondoniadigital.com/geral/artigopresuncao-de-inocencia-nao-aplicacao-as-normas-sobre-inelegibilidades/</link>
		<comments>http://rondoniadigital.com/geral/artigopresuncao-de-inocencia-nao-aplicacao-as-normas-sobre-inelegibilidades/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 03:23:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://rondoniadigital.com/?p=4614</guid>
		<description><![CDATA[<p>Discutiu-se intensamente ao longo das últimas eleições a possibilidade de vedar-se a candidatura de pessoas que ostentem graves indicativos em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Discutiu-se intensamente ao longo das últimas eleições a possibilidade de vedar-se a candidatura de pessoas que ostentem graves indicativos em sua vida pregressa, ainda que não consistentes em condenações criminais de que não caiba recurso. Agora, diversas iniciativas buscam promover a discussão, no Congresso Nacional, de projetos de lei que disciplinem a matéria.</p>
<p>A constitucionalidade de uma lei que considere outros fatores de notável gravidade é alicerçada pelo que expressamente estatui o § 9° do art. 14 da Constituição Federal. Diz o dispositivo que &#8220;Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada a vida pregressa do candidato (&#8230;)&#8221;.</p>
<p>Como se vê, é a própria Constituição da República quem expressamente determina ao legislador que estipule quais elementos da vida pregressa dos candidatos podem afastá-los dos pleitos. Infelizmente, passados quase quinze anos desde a edição do comando constitucional (o texto passou a ter a redação atual em 1994), o Congresso Nacional permaneceu omisso em seu dever de regular a matéria.</p>
<p>Diz-se que o princípio da presunção de inocência, também sediado na Constituição, estaria a impedir que condenações não transitadas em julgados viessem a infirmar a elegibilidade de alguém. Essa alegação é destituída de fundamentação jurídica, pois se volta apenas a impedir a aplicação imediata das sanções de natureza penal. E inelegibilidade não é pena, mas medida preventiva.</p>
<p>A sociedade tem o direito de definir em norma o perfil esperado dos seus candidatos. Diz, por exemplo, que os cônjuges e parentes de mandatários em algumas circunstâncias não podem disputar eleição. Isso se dá não porque sejam culpados de algo, mas porque se quer impedir que se valham dessa condição para obter vantagens eleitorais ilícitas. Ninguém propôs quanto a isso que aí residisse qualquer afronta ao princípio da não-culpabilidade.</p>
<p>Afirmar-se que o princípio da presunção de inocência se estende a todo o ordenamento jurídico constitui evidente impropriedade. Estender-se-ia ao Direito do Trabalho, para impedir a demissão de um empregado ao qual se atribui crime de furto até que transite em julgado a sua condenação criminal? Serviria ele para impedir que uma creche recuse emprego a alguém que já condenado por crimes sexuais contra crianças?</p>
<p>Diante de tais razões, os juristas abaixo-assinados afirmam que o princípio da presunção de inocência não se aplica ao tema das inelegibilidades.</p>
<p><strong>Aristides Junqueira<br />
Augusto Aras<br />
Celso Antônio Bandeira de Mello<br />
Edson de Resende Castro<br />
Fábio Konder Comparato<br />
José Jairo Gomes<br />
Hélio Bicudo<br />
Mario Luiz Bonsaglia<br />
Márlon Jacinto Reis<br />
Ricardo Wagner de Souza Alcântara</strong></p>
<img src="http://rondoniadigital.com/?ak_action=api_record_view&id=4614&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://rondoniadigital.com/geral/artigopresuncao-de-inocencia-nao-aplicacao-as-normas-sobre-inelegibilidades/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Deputado acusado de matar para &#8220;aumentar audiência&#8221; pode perder mandato</title>
		<link>http://rondoniadigital.com/geral/amazonas-deputado-acusado-de-matar-para-aumentar-audiencia-de-seu-programa-pode-perder-o-mandato/</link>
		<comments>http://rondoniadigital.com/geral/amazonas-deputado-acusado-de-matar-para-aumentar-audiencia-de-seu-programa-pode-perder-o-mandato/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 13:31:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://rondoniadigital.com/?p=4562</guid>
		<description><![CDATA[<p>Wallace Souza foi o deputado estadual mais votado do Amazonas em 2006 quando comandava um programa de TV campeão de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Wallace Souza foi o deputado estadual mais votado do Amazonas em 2006 quando comandava um programa de TV campeão de audiência. Há seis meses surgiram acusações de que ele seria o líder de uma organização criminosa da qual seu filho, Raphael Souza, também faria parte. Entre as atividades do grupo estariam o tráfico de drogas e a execução de traficantes rivais.</p>
<p>O depoimento do deputado à Comissão de Ética foi o segundo desde o início do processo. No primeiro, no último dia 7 de julho, Souza estava hospitalizado e foi à Assembleia em uma maca. Nesta quinta-feira, o deputado apresentou documentos e vídeos. &#8220;Esse material vai desmontar as acusações contra mim&#8221;, disse em entrevista à imprensa após o depoimento.</p>
<p>O presidente da Comissão de Ética, deputado Vicente Lopes, afirmou que o material apresentado por Souza é &#8220;repetitivo&#8221; e não contém novidades consistentes. &#8220;São vídeos que já foram exibidos e que não vão mudar as nossas convicções. O depoimento dele foi importante para fecharmos o nosso relatório&#8221;, disse.</p>
<p>Lopes afirma que o processo será votado na próxima quarta-feira (2). Se for considerado culpado das acusações, Souza poderá ter o mandato cassado e perderá o foro privilegiado. Além de responder a processo na Assembleia Legislativa e na Justiça Estadual, o deputado responde também à Justiça Federal por suposta participação em uma trama para matar uma juíza federal.</p>
<p><strong>Entenda o caso</strong><br />
As denúncias contra o deputado Wallace Souza começaram no final do ano passado, quando o ex-policial militar Moacir Jorge Pereira da Costa, o &#8220;Moa&#8221;, foi preso. Ele era conhecido pela Polícia Civil como &#8220;matador de aluguel&#8221; e disse, ao ser detido, que era funcionário de Wallace Souza.</p>
<p>A princípio, o parlamentar negou conhecer &#8220;Moa&#8221;, mas foi desmentido após a publicação de fotos em que os dois apareciam em uma &#8220;confraternização&#8221; na piscina da casa do deputado.</p>
<p>Após as denúncias de &#8220;Moa&#8221;, o Ministério Público Estadual (MPE) criou uma força tarefa para investigar o caso. Em 24 de abril, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do deputado. Lá, a polícia encontrou munições de calibre restrito ao uso das Forças Armadas, além de US$ 15 mil e R$ 234 mil. Foram encontrados também bilhetes que, segundo a polícia, são referentes a uma encomenda de armas. Além disso, a polícia encontrou um outro bilhete que conteria um organograma da quadrilha que seria comandada por Wallace e seu filho.</p>
<p>No último dia 30 de julho, a Justiça Estadual aceitou denúncia oferecida pelo MPE contra o parlamentar. Criminalmente, ele responde a processos por formação de quadrilha, associação para o tráfico, coação de testemunhas, porte ilegal de armas de uso restrito e porte ilegal de uso permitido. Seu filho, por sua vez, responde por porte ilegal de armas e associação para o tráfico.</p>
<p>Paralelamente ao processo na Justiça, a Assembleia Legislativa instaurou um processo por quebra de decoro parlamentar.</p>
<p>O deputado estadual já trabalhou como policial civil, jornalista e construiu sua carreira política em cima do sucesso de seu programa de TV, o &#8220;Canal Livre&#8221;, que apresentava ao lado de seus dois irmãos, o vice-prefeito de Manaus, Carlos Souza (PP), e o vereador Fausto Souza (PP).</p>
<p>Desde o início das denúncias, o programa está fora do ar. Tratava-se de um programa no estilo &#8220;policial&#8221; em que o trio se revezava em críticas a segurança pública e exibia a prisão de criminosos.</p>
<p>Segundo depoimento prestado por &#8220;Moa&#8221;, alguns dos crimes exibidos por Wallace em seu programa eram praticados por uma quadrilha comandada pelo próprio deputado e seu filho, Raphael Wallace, de 19 anos, que está preso por porte ilegal de armas. Segundo o ex-policial, as equipes de reportagem do programa chegavam antes dos concorrentes por já saberem, antecipadamente, onde e quando eles iriam acontecer.</p>
<p>&#8220;Moa&#8221; também afirmou, em depoimento, que o grupo era responsável pela execução de ao menos quatro traficantes de drogas. &#8220;Os depoimentos que colhemos indicam que as ordens para execução partiram do deputado e do filho dele&#8221;, diz o secretário executivo de Inteligência do Amazonas, Thomaz Vasconcelos.</p>
<p>Denúncias feitas por ex-funcionários do deputado apontam que parte da equipe do programa de Wallace era paga com a verba de gabinete do parlamentar. O Ministério Público também investiga se a verba de gabinete do vice-prefeito e ex-deputado federal Carlos Souza também era utilizada para pagar os profissionais que trabalhavam no programa.</p>
<p>Desde o início das investigações e das denúncias, Wallace Souza nega as acusações. Ele diz que elas fazem parte de um &#8220;complô&#8221;, mas, até agora, não apontou quem seriam as pessoas interessadas em prejudica-lo.</p>
<p>O procurador de Justiça do Amazonas, Otávio Gomes, rebate as declarações de Wallace. &#8220;Não há dúvidas de que o deputado tem participação em todos os crimes pelos quais ele foi denunciado. Por isso que oferecemos a denúncia à Justiça. Cabe agora a ela definir se ele é culpado ou inocente. Fizemos a nossa parte&#8221;, afirma o procurador.</p>
<p>Quem também rebate as acusações de formação de &#8220;complô&#8221; contra Wallace Souza é o secretário estadual de Segurança Pública, Francisco Sá Cavalcante. &#8220;Essa investigação foi feita da maneira mais transparente, a imprensa acompanhou, o Ministério Público Estadual acompanhou. Fizemos um trabalho sério, um trabalho que não visa apontar dedo pra ninguém, visa, tão somente, colher provas para que o MPE tenha tranqüilidade para fazer denúncias e a Justiça para julgar&#8221;, disse Sá Cavalcante.</p>
<img src="http://rondoniadigital.com/?ak_action=api_record_view&id=4562&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://rondoniadigital.com/geral/amazonas-deputado-acusado-de-matar-para-aumentar-audiencia-de-seu-programa-pode-perder-o-mandato/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Confúcio Moura e as cores do futuro</title>
		<link>http://rondoniadigital.com/artigo/confucio-moura-e-as-cores-do-futuro/</link>
		<comments>http://rondoniadigital.com/artigo/confucio-moura-e-as-cores-do-futuro/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 18:43:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://rondoniadigital.com/?p=3872</guid>
		<description><![CDATA[<p>Já me disseram que o futuro é negro.  E se for assim tem tudo para ser maravilhoso. Porque sempre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já me disseram que o futuro é negro.  E se for assim tem tudo para ser maravilhoso. Porque sempre o dia de amanhã é melhor do que o de hoje. É o que se pensa e o que se diz. Alguma coisa nova amanhã será inventada. E tudo avança e se aperfeiçoa. E a gente que vive hoje, com tanta coisa nova, celular, TV de tela plana, DVD, computador, email, gravador fica meio abestado com tanta novidade.</p>
<p>O homem é o mesmo. Ele não muda. O sentimento, a emoção, o desejo de progredir, aventurar, dominar continua o mesmo através dos tempos. E todo mundo acha que está certo. O mais cruel bandido acha que está certo.  E a gente estuda e pensa que sabe muito. E se gruda no livro e lê isto e aquilo. Decora alguma coisa.  E depois esquece quase tudo. Mesmo assim acha que sabe muito. Criar mesmo alguma coisa prática e proveitosa pouca gente cria. Pensar diferente do outro pouca gente pensa. E de vez em quando surge um ser especial que discorda. E escreve tudo diferente.  E todo mundo se vira contra ele. Mais tarde se transforma em gênio.</p>
<p>Viaje no tempo, meu irmão. Vá de jatinho ao Egito antigo, a Roma, a Grécia &#8211; quando você perceber que irá morrer de velho e não dará conta de entender o que escreveram os imperadores, os filósofos gregos, os sábios egípcios, pobre de você, do euzinho aí, que se acha o tal e verá que não passa de uma minhoca humana. Basta dar uma olhadinha nas pirâmides egípcias. Basta reparar o sistema de irrigação que eles usavam antes de Cristo às margens do Nilo. E o mais admirável é a conservação dos cadáveres dos seus faraós, as múmias, de suas belas mulheres, vaidosas, pescoçudas, invejadas. A escrita enigmática e misteriosa (hieróglifos) e arte expressa na teoria da frontalidade.</p>
<p>E aí meu caro, o que acha da sua sabedoria extraordinária e contemporânea? Do seu belo celular multifuncional, do seu carrão digital, do seu cartão de crédito, das suas bugigangas chinesas que enchem a sua sala e que depois quebram e somem e não fazem nenhuma falta? E você fica por aí, simplesmente copiando e colando, acha tudo isto o máximo da modernidade. Entenda que o homem continua o mesmo. Ele quer pouco e vive com o essencial. O que mais deseja é ser feliz. É viver em paz. É comer todo dia. É amar e ser amado.  E mais ainda ser admirado, ao menos admirado por ser chamado pelo nome. E ser tratado com gente. Isto é o máximo.</p>
<p>E a cor do futuro?  Bem que eu queria que ele tivesse a cor da flor do maracujá.  De tênues ramas verdes, frágeis, penduradas nos aramados, nos pomares iguais, elas brotam esplendorosas e surpreendentes. Não há poema que possa dizer do seu encanto. Ou do seu mistério. E tudo se mistura ali, do roxo ao azul que se encaminha ao branco, a cúpula verde e um pedúnculo soberbo. O futuro poderia ser assim de tão belo não existir e se existisse fosse um terrível imaginário, mais ou menos fictício, assim como um paraíso, que mais tarde se tornasse verdade pura, num copo de suco agridoce, inconfundível, singelo amarelado que nos entrasse na alma e que tudo num circuito bendito voltasse a ser a flor do maracujá. Que brotassem flores com estas nos seus corações.</p>
<p>Por que esta inspiração de hoje? De falar de futuro e maracujá?  A razão é simples, semana passada fui a Estrela de Rondônia, distrito de Presidente Médici, assistir a sétima festa do maracujá.  Por lá o povo vive feliz. A base da economia é o maracujá, abacaxi, goiaba. Cerca de 600 casas num roçado do olho, maioria de alvenaria, telhas de barro, ruas asfaltadas, uma praça com fícus imensos. De tudo havia maracujá, no suco, no creme, na comida, no molho, no bolo, na torta, na pizza.  Trezentos pés de maracujás bem cuidados sustentam uma família inteira. A fruta. A opção de futuro do Estado pode estar em Estrela de Rondônia.  Hoje, Rondônia prospera pela força do dinheiro do PAC (programa de aceleração do crescimento), com crescimento monumental. E depois? Como será?  Não mais a terra arrasada, de triste lembrança, da garimpagem do ouro no Rio Madeira. Nem os destroços do Rio Santa Cruz no Garimpo do Bom Futuro.  Nem as milhares de serrarias que foram montadas e desmontadas em todas as cidades do Estado e que foram embora, cada vez mais pra longe, repetindo o mesmo cenário anterior. Ficaram os escombros.</p>
<p>É por isso que digo que o futuro tem cor. E para mim a cor preferida dele é o da flor do maracujá.  Das trançadas moitas de açaí e da bacaba. O açaí amazônico invadiu o mundo sozinho. Sem nenhuma propaganda oficial, sem nenhum marketing prospectivo de Governo nenhum. Ele entrou nas academias na base do boca a boca. No gosto mundial pelo exótico indígena.  Que tal trocar celular por bacaba? Que tal vender comida típica para mundo digital? Que tal deixar de agora em diante a floresta em pé e vender a castanha do Brasil para o mundo inteiro?</p>
<p>Oh! Homem genial, pós-moderno, raro, matemático, exato, lógico, quase perfeito, quem és tudo homem robotizado, para desafiar as coisas simples, evidentes, comuns, naturais, quem és tu doidivanas que não vês com teus pobres olhos de lentes de contatos as cores da flor do maracujá?</p>
<img src="http://rondoniadigital.com/?ak_action=api_record_view&id=3872&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://rondoniadigital.com/artigo/confucio-moura-e-as-cores-do-futuro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Saúde caótica em Espigão d&#8217;Oeste</title>
		<link>http://rondoniadigital.com/destaque/saude-caotica-em-espigao-doeste/</link>
		<comments>http://rondoniadigital.com/destaque/saude-caotica-em-espigao-doeste/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 18:50:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://rondoniadigital.com/?p=3829</guid>
		<description><![CDATA[<p>
O posto de saúde de Espigão d’Oeste lembra uma daquelas cidades grandes em que centenas de pessoas se amontoam nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-3830" title="caos-da-saude" src="http://rondoniadigital.com/wp-content/uploads/2009/08/caos-da-saude-590x441.jpg" alt="caos-da-saude" width="590" height="441" /><br />
O posto de saúde de Espigão d’Oeste lembra uma daquelas cidades grandes em que centenas de pessoas se amontoam nos corredores à espera de atendimento. Logo na entrada, na calçada junto à parede do prédio uma fila de pessoas amontoadas com suas cobertas tentam dormir na fila para conseguir pegar uma ficha de atendimento dentário. Muitas pessoas, na maioria mulheres ficam na calçada ao relento para garantir um lugar no atendimento do dia seguinte. As pessoas ali, desamparadas estão na condição talvez mais frágil do ser humano: expostas às doenças, e além de não terem um tratamento digno a que todo cidadão tem direito, estavam entregues à própria sorte. Segundo algumas dessas vítimas do sistema, as regras são bem claras naquele local.</p>
<p>O atendimento dentário é de apenas 10 fichas ao dia sendo que duas fichas são reservadas para os detentos da cadeia pública e as oito restantes são disputadas por aqueles que se sujeitam a passar a noite dormindo na fila. Gostaria muito que algum dos colaboradores direto do prefeito Célio Renato tivessem a oportunidade de vivenciar essa situação para terem a certeza que realmente muito pouco estão fazendo em favor desses cidadãos. É fácil arrumar desculpas para maquiar a situação, mas o difícil é aceitar que uma criança de 13 anos tenha que dormir na calçada em frente ao posto de saúde para pegar uma ficha para ter seus dentes obturados, isso já soa absurdo.</p>
<p>O pior que essa situação existe e não é uma ficção, é uma criança que por ter os dentes com problema teve que se sujeitar a passar por esse verdadeiro, constrangimento várias noites naquela calçada para pegar as fichas e assim obter o tratamento. Acho muito difícil a administração “Humanizar a Saúde” com esse tipo de atendimento. Que me desculpem os leitores, mas a cena e os depoimentos que presenciei na madrugada de quinta feira me deixaram muito p&#8230;da vida, pela maneira e o desrespeito com que os gestores vem tratando o povo, principalmente aqueles que pagam seus impostos, trabalham 11 meses ao ano, e passam por humilhações esperando o dia em que o poder público acorde para a realidade, e comece a valorizar a vida humana.</p>
<img src="http://rondoniadigital.com/?ak_action=api_record_view&id=3829&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://rondoniadigital.com/destaque/saude-caotica-em-espigao-doeste/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O jogo duro do capitalismo: Confúcio Moura</title>
		<link>http://rondoniadigital.com/artigo/o-jogo-duro-do-capitalismo-confucio-moura/</link>
		<comments>http://rondoniadigital.com/artigo/o-jogo-duro-do-capitalismo-confucio-moura/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 02:05:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://rondoniadigital.com/?p=3732</guid>
		<description><![CDATA[<p>Êta mundão sem porteira!  Não tem a porteira na cerca, mas, linha imaginária, rio ou serra dividindo países. E cada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Êta mundão sem porteira!  Não tem a porteira na cerca, mas, linha imaginária, rio ou serra dividindo países. E cada qual com seu movimento. Cada qual com sua lenda, crença, reza, paixão.  Cada homem, onde estiver, no frio ou no calor, longe ou perto, é homem que sente e que tem desejo. É homem que pensa em ter onde morar. Homem que precisa ter o que comer. É homem que ama o seu lugar.</p>
<p>Sempre foi assim – o homem vendeu e o homem comprou o que tinha de sobra, quando nada tem vende a si próprio, o seu tempo, o suor, até o seu pensamento criador. O homem para ter precisa ganhar. Se não tem perto vai longe. Atravessa o próprio mar. Como fazem os brasileiros que vão pra Espanha, Estados Unidos, França, Paraguai. Vão se embora ganhar dinheiro ou ao menos se iludirem.</p>
<p>Aqui não está bom, mas, a gente sente saudade. Quando sai o pensamento fica grudado numa feijoada. Até mesmo no arroz com feijão. Num samba canção. No Luiz Gonzaga, Carnaval e Festa de São João. A gente não esquece a terra que nasceu, nem o peito da mãe, o amigo da escola, a igrejinha que se batizou. Todo homem ama a sua pátria, sai dela constrangido pela falta de oportunidades.</p>
<p>Capitalismo sempre foi assim mesmo. Quem tem compra mais. Quem tem vende mais. O mercador não tem limites. Foi assim com Portugal com seus navios cheios que foram para as Índias, fazerem trocas de mercadorias. Foi assim com o Brasil que se viu livre do pau-brasil que virou móvel de luxo na Europa. E assim sai a soja, o milho, o arroz, o ferro, a laranja. E vem o chip, o componente do computador, o equipamento médico, a máquina industrial. Sai o produto da terra, navio cheio, entulhado e vem um singelo container de produto industrializado. Vem até o café solúvel da Alemanha que não produz café. Vem até o chocolate suíço que não tem um pé de cacau.</p>
<p>Foi sempre assim, até mesmo o beduíno do deserto saía com seu camelo cheio de mercadoria para vender. Vendia uma coisa e comprava outra. E veio a moeda. E veio o dinheiro. E veio o mercado financeiro. As ações das empresas. A bolsa de valores. Que é arte de comprar sem se conhecer. De se aventurar como se aventura num garimpo. Pondo dinheiro pra ver se acha diamante.<br />
As livrarias se encheram de livros. Os economistas, administradores, banqueiros todo mundo ensinando todo mundo a ganhar dinheiro, a ter lucro no bolso sem o suor da face.  E vieram as formas de governar – os modelos econômicos: capitalismo versus socialismo.  E em torno das idéias vieram as revoluções, as guerras, os muros nas fronteiras.  O que é bom de verdade?  Ainda mais agora que o capitalismo quebrou o mundo.  Será que comprar ou vender continua a ser a melhor alternativa. Ou será melhor cada um se voltar pra dentro de si mesmo. Cuidar do seu próprio quintal.  Marx com o Capital ou Adam Smith com Riqueza das Nações? Estes dois homens colocam claramente os seus pontos de vistas antagônicos e os dois estão certos, ainda mais agora, quando Adam Smith recebeu um brutal nocaute.</p>
<p>No meu entendimento e por completa ignorância sempre desconfiei de banco e de bolsa. Cheque especial a 9% ao mês de juro. Cartão de crédito a 15% ao mês de juro. Agiota comum a 3% de juro. Qual é pior? Banco ou agiota? Nenhum rendimento hoje em banco rende 1% ao mês. Mas, vá lá e peça um empréstimo e veja a quanto está? Às vezes até invisto alguma coisa, mas, já sabendo de antemão que vou ser ludibriado.  Pra mim que sou filho de artesão (mãe bordadeira e pai pedreiro) eu só acredito no fruto do trabalho suado.  No mais é jogo de loteria. É aventura. É esperteza, não está vendo aí o escândalo do Banco Oportunity, Beron, Banco Santos e outras tantos?</p>
<p>O segredo é trabalhar e economizar dez por cento do que ganha todo mês. Ganha quinhentos guarde cinqüenta.  Pague o dízimo pra você mesmo. O seu dízimo mensal. E vá economizando mês a mês, tostão a tostão, com o tempo você há de crescer e prosperar e conseguir tudo aquilo que sonha e deseja.  Ficou provado agora que o Brasil tem que se cuidar.  Manter uma mistura de globalização com nacionalização. Um verdadeiro ser ou não ser.  Porque no mundo nada está pronto e acabado. A China é um exemplo de comunismo com capitalismo. Uma mistura de Marx com Adam Smith. E aqui é cuidar do terreiro, investir na educação, pensar no menino pequeno, dar ao menino pequeno tudo de que precisar, cuidar do gasto público, reduzir imposto, preparar mão de obra. Claro que tudo isto não se faz da noite para o dia. Mas, dá para começar.</p>
<p>Banco, mercado financeiro e toda esta jogatina devem ter controle rigoroso do Estado. FHC fez isto. O povo esqueceu, mas, ele fez. Fechou dezenas de bancos. Criou o PROER (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional é um programa brasileiro e tem a finalidade de recuperar instituições financeiras que estejam com problemas). Foi excelente, nenhum banco brasileiro quebrou agora. Não se pode esquecer do que fez FHC, extremamente prudente e correto e estadista.</p>
<p>Bertold Brecht, que dizia que “não há diferença entre fundar um banco e assaltar um banco”. Se ambos são feitos para lesar o bem comum. Nem tanto radicalismo Bertold, nem tanto, mas, merecerá punho forte do Estado sobre a atividade financeira desregrada.</p>
<img src="http://rondoniadigital.com/?ak_action=api_record_view&id=3732&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://rondoniadigital.com/artigo/o-jogo-duro-do-capitalismo-confucio-moura/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Até que a corda aperte</title>
		<link>http://rondoniadigital.com/artigo/ate-que-a-corda-aperte/</link>
		<comments>http://rondoniadigital.com/artigo/ate-que-a-corda-aperte/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 23:31:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://rondoniadigital.com/?p=3374</guid>
		<description><![CDATA[<p>Carolina Sá</p>
<p>Teimamos em buscar a liberdade. Liberdade de imprensa, liberdade de vida, liberdade no amor, liberdade no trabalho, na criação, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3375" title="eu-em-preto-e-branco3" src="http://rondoniadigital.com/wp-content/uploads/2009/07/eu-em-preto-e-branco3.jpg" alt="eu-em-preto-e-branco3" width="277" height="235" />Carolina Sá</p>
<p>Teimamos em buscar a liberdade. Liberdade de imprensa, liberdade de vida, liberdade no amor, liberdade no trabalho, na criação, processo genuinamente livre. Mas esquecemos de dar a liberdade necessária para que os outros também sejam livres. Em tempos de desequilíbrios, em que a máxima do Manifesto Comunista se faz presente: ‘Tudo que é sólido desmancha no ar’, resta pouco para explicar. Mas enfim, vou tentar. Nos parâmetros conhecidos, liberdade vem de ‘a potência de ser ou fazer algo’, ninguém é ou nasce livre, até a adolescência a ilusão da onipotência impede de enxergar o quanto somos dependentes dos outros, do sistema e da família.</p>
<p>Na idade adulta ocorre outro fenômeno curioso, pretendemos a liberdade total, e em troca recebemos frustração. Não é que eu seja descrente da possibilidade de ser livre, é que quando a ‘corda aperta’, tudo muda. Vou me explicar melhor. Em tempos de escassas oportunidades de trabalho, a atual geração entrou numa briga ferrenha por qualificação. Isso inclui aulas de cursinho, inglês, faculdades particulares à noite e empregos durante todo o dia. Como se não bastasse, após a maratona de cinco anos nos bancos escolares, é necessário entrar ‘pra valer’ no mercado. Aí começam os problemas.  O chefe cobra muito, os colegas tentam levar no jeitinho brasileiro, e se não formos bem espertos viramos o bode expiatório.</p>
<p>É comum hoje em dia as pessoas se sentirem coagidas no ambiente de trabalho. Assédio sexual deu lugar ao assédio moral. E nas empresas a ordem é fazer com que o funcionário seja doutrinado a seguir as normas da cartilha do contrato (geralmente feito em letras tamanho 8, quase ilegíveis para qualquer mortal). Pois bem, é normal, eu diria até corriqueiro as empresas enfrentarem processos judiciais por abuso de poder, assédio, danos morais e principalmente exploração do trabalho.<br />
Mas há causas para isso, eu diria até históricas. Até o século XX havia escravidão no Brasil. Hoje continua havendo, e não estou falando de trabalho escravo em canaviais ou lugares inóspitos. Me refiro à exploração intelectual, de tempo e até por que não dizer psicológica no ambiente de trabalho.</p>
<p>As situações são típicas: funcionário padrão sofre perseguição dos colegas, chefe recebe e-mail de funcionário denunciando fraude na empresa, jovem moça bonita sofre assédio sexual, jovem promissor sofre humilhações de seu superior, empresário trabalha duas vezes mais e ganha duas vezes menos, mulher ganha menos que o homem, e por aí vai. São inúmeras as formas de exploração. Enfim, o que nos resta num mercado contaminado pela virulência do oficialismo, da burocracia, e por que não dizer, da ignorância,o mais adequado seria, segundo meu entendimento aprender a jogar. Dar corda até que o outro se enforque, ou mesmo ser o algoz, enforcar o outro antes de ir pra forca. Este é o Brasil, onde ser esperto significa malandragem e ‘jogo de cintura’, à prova de fogo. Na nossa bela bandeira, símbolo máximo da democracia e do positivismo deveria constar: ‘Ordem, progresso e muita malandragem’.</p>
<img src="http://rondoniadigital.com/?ak_action=api_record_view&id=3374&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://rondoniadigital.com/artigo/ate-que-a-corda-aperte/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Desmatamento zero na Amazônia</title>
		<link>http://rondoniadigital.com/artigo/desmatamento-zero-na-amazonia/</link>
		<comments>http://rondoniadigital.com/artigo/desmatamento-zero-na-amazonia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 21:03:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estefânia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://rondoniadigital.com/?p=3183</guid>
		<description><![CDATA[<p>Por Valdir Raupp de Matos </p>
<p></p>
<p>No último dia 19 de Junho, o presidente Lula fez um comentário que representa a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Valdir Raupp de Matos </em></p>
<p><img class="size-full wp-image-3195 alignleft" title="12429034652f1" src="http://rondoniadigital.com/wp-content/uploads/2009/07/12429034652f1.jpg" alt="12429034652f1" width="259" height="259" /></p>
<p>No último dia 19 de Junho, o presidente Lula fez um comentário que representa a opinião de centenas e centenas de famílias de pioneiros que colonizaram, nos anos setenta e oitenta, a porção leste da floresta amazônica, em especial os estados do Mato Grosso e Rondônia.</p>
<p>O presidente, em discurso para produtores rurais do Mato Grosso, saiu em defesa dos pioneiros, que derrubaram árvores, abriram estradas e construíram cidades, incentivados pela política do governo da época, que tinha por lema “Integrar para não entregar”.</p>
<p>Lula lembrou que essas famílias realmente trabalharam muito duro, e depois sabiamente comentou que hoje o momento é outro, e que “desmatar vai contra a gente, e vai nos prejudicar no futuro”.</p>
<p>Sei muito bem o que enfrentaram essas pessoas. Venho de uma família de agricultores catarinenses e participei desse processo migratório. Da mesma forma que vivi o processo de colonização dessas terras, compreendo e defendo a importância de se proteger a floresta para as próximas gerações.</p>
<p>Por entender essa necessidade, como senador da República pelo estado de Rondônia, apresentei em setembro de 2008 um projeto de lei (PLS 342/08) em que defendo uma política de “Desmatamento Zero”, válida pelos próximos dez anos. A íntegra desse projeto é de domínio público e seu acesso está disponível na página do Senado Federal.</p>
<p>Creio que é possível atingir esse objetivo, desde que haja incentivos reais para os produtores. Com a quantidade de terras já desmatadas na região, acredito que é perfeitamente viável produzir e lucrar, a partir das novas tecnologias disponíveis, sem precisar derrubar mais nenhuma árvore.</p>
<p>O projeto já recebeu o apoio das entidades representativas dos pecuaristas e do agronegócio de Rondônia e de outros estados da região amazônica. Entendem estes produtores que o desmatamento não é a opção desejada, porém, falta apoio concreto do governo para que essas propostas sejam economicamente viáveis.</p>
<p>O presidente Lula já manifestou claramente sua posição sobre a importância de se evitar as queimadas e a derrubada das florestas, principalmente agora, em que vivemos a estação de seca amazônica. Quem mora em nossa região sabe que, de maio a novembro, ocorre a maior parte das derrubadas, em virtude do clima.</p>
<p>Portanto, acredito que devemos imediatamente aprofundar a discussão no Congresso Nacional e junto a toda a sociedade brasileira sobre o projeto do “Desmatamento Zero”. Afirmo que será mais produtivo falarmos sobre uma proposta que já está tramitando e que reúne tratativas que, de uma forma ou de outra, vão ao encontro do que pensam tanto os representantes do agronegócio quanto os ambientalistas, que com razão defendem o fim do desmatamento.</p>
<p>A Amazônia hoje é prioridade nacional. Vamos dar condições de trabalho e renda para quem produz, e teremos os melhores guardiões de nossas florestas. Sem hipocrisia, sem discursos vazios, mas com propostas concretas e vontade política, teremos plenas condições de resolver essa questão. E para as pessoas que estiverem de acordo com minhas propostas, peço que coloquem sua assinatura em nossa página na Internet e colaborem para a aprovação dessas premissas, pelo bem da Amazônia e do Brasil.</p>
<p>* Valdir Raupp de Matos é senador da República (PMDB/RO)</p>
<img src="http://rondoniadigital.com/?ak_action=api_record_view&id=3183&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://rondoniadigital.com/artigo/desmatamento-zero-na-amazonia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

