Agricultura

Emater difunde tecnologia de produção de mudas em Assentamentos

sábado, 3 de julho de 2010

Extensionistas da Emater, responsáveis pelo programa de Ates estão capacitando agricultores do Projeto de Assentamento Joana D’arc, em Porto Velho-RO, para a produção de mudas de banana sadia. As orientações são feitas através de palestras e demonstrações do método nos quatro assentamentos (Joana D’arc I, II, III e Porto Seguro). Cerca de 60 agricultores já foram capacitados, mas a demanda é grande e a prática deve continuar a ser difundida no local.

Através de contrato firmado com o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Emater vem prestando serviços de assessoria técnica, social e ambiental, denominada Ates nesses Projetos de Assentamento, com o objetivo de promover o desenvolvimento agroeconômico sustentável, junto aos assentados.

Nesses Projetos  de Assentamento, os extensionistas Janderson Dalazen, Audizio Carneiro e Bruno Ferreira, vem desenvolvendo a tecnologia de mudas em banana, por ser essa uma das culturas mais exploradas pelos assentados.

Segundo o engenheiro agrônomo Dalazen, a técnica consiste na produção de mudas a partir do fracionamento do rizoma (caule) da bananeira adulta (planta mãe).  “Esta metodologia tem sua base na biologia da planta. Morfologicamente, o rizoma se define como um talo que desenvolve as folhas na parte superior e raízes adventícias na parte inferior. Portanto, nas plantas de banana o talo corresponde a um rizoma subterrâneo ereto com ramificações monopódicas. Sobre a superfície do rizoma se aprecia nós e entrenós. Na base de cada nó encontram-se enxertadas as gemas em formas oposta. Dado o hábito de crescimento destas plantas, somente as gemas localizadas perto da superfície do solo têm a possibilidade de continuar com seu desenvolvimento”, explica o engenheiro.

Um pouco complicado para leigos, mas de grande importância para o agricultor, essa técnica é a base fundamental de fracionamento do rizoma, para eliminar a maior parte das pragas e enfermidades da bananeira. Mas o engenheiro alerta que “nenhum sistema de propagação garante a produção total de materiais livres de alguns patógenos (vírus, fungos e bactérias)”

Por estas considerações, é necessário gerar um sistema que permita a propagação de plantas e instalação de uma área para a produção de frutas de forma paralela, conseguindo desta forma, recuperar em curto espaço de tempo a inversão inicial e diminuir consideravelmente os custos da produção das mudas.

Os agricultores capacitados tem apreciado a técnica, mas a demanda continua grande. Por isso os extensionista devem continuar ensinando a prática.

Wania Ressutti

Jornalista – DRT-959/RO

EMATER-RO

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